Editor do jornal ‘Charlie Hebdo’ rejeita comparações ao ataque no Texas

"No Texas há um movimento anti-islamismo e o problema do 'Charlie Hebdo' não é esse”, afirma um dos colaboradores do jornal satírico.

Fonte: Guiame, com informações de Folha de São PauloAtualizado: quarta-feira, 6 de maio de 2015 20:12
Jean-Baptiste Thoret e Gerard Biard, do "Charlie Hebdo", em Washington (EUA).
Jean-Baptiste Thoret e Gerard Biard, do "Charlie Hebdo", em Washington (EUA).

 

O ataque de dois atiradores muçulmanos a um concurso de caricaturas do profeta Maomé no domingo (3) no Texas não pode ser comparado ao atentado em janeiro contra o "Charlie Hebdo" em Paris, afirmaram dois colaboradores do jornal satírico francês.

"No Texas há um movimento anti-islamismo e o problema do 'Charlie Hebdo' não é esse. Tratava-se de criticar todos os tipos de religião, sem mencionar pessoas específicas. Realmente, não tem nada a ver", disse Jean-Baptiste Thoret, crítico de cinema da publicação francesa.

Gérard Biard, editor-chefe do "Charlie Hebdo", afirmou que o jornal busca combater o racismo. "Nós não organizamos concursos. Somente fazemos nosso trabalho. Nós comentamos as notícias. Quando Maomé marca o noticiário, desenhamos Maomé, senão não o fazemos. Combatemos o racismo e não temos nada a ver com essas pessoas", disse fazendo referência aos organizadores do concurso anti-islã no Texas.

O atentado contra a sede da Charlie Hebdo deixou 12 mortos, em 7 de janeiro. Os responsáveis pelos ataques foram mortos pela polícia.

Ataque em Dallas

O evento de domingo em Dallas, no Texas, foi organizado pela Iniciativa Americana pela Defesa da Liberdade (AFDI na sigla em inglês), uma entidade considerada anti-islamita. Se tratava de um concurso que oferecia um prêmio de 10 mil dólares (cerca de R$ 31 mil) para a melhor caricatura sobre Maomé.

Depois de atirarem em um guarda do local, dois homens armados foram mortos.

Nesta terça (5), o Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque. "Dizemos à América que o que está sendo preparando será mais importante e mais amargo", ameaçou um porta-voz do EI em uma mensagem de rádio.

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