É uma chance de mostrar o amor de Deus, diz cristã sobrevivente ao tsunami na Indonésia

Sem vítimas, pequena igreja que estava reunida na hora do acidente agradece a Deus e ora pelos sobreviventes da tragédia.

Fonte: Guiame, com informações da AFPAtualizado: quarta-feira, 26 de dezembro de 2018 11:47
Pastor Markus Taekz conta que igreja estava reunida na hora do tsunami: “nenhuma vítima”.
Pastor Markus Taekz conta que igreja estava reunida na hora do tsunami: “nenhuma vítima”.

Em país de maioria muçulmana, uma pequena congregação celebra o Natal orando pelas vítimas do forte tsunami que atingiu a Indonésia na noite de sábado (23). A igreja pentecostal de Rahmat Carita estava reunida para os ensaios natalinos, quando as ondas gigantes chegaram sem soar os alarmes, pegando todos de surpresa.

“Este Natal é diferente porque estamos celebrando durante um desastre”, disse Eliza, uma fiel. “Para mim, é uma chance para mostrar que o amor de Deus é real, não devemos esquecer isso”. 

O pastor Markus Taekz se diz aliviado por nenhum de seus 220 membros ter sofrido ferimentos no desastre. “Após este incidente, Deus nos deixou continuar [vivos] para servir ao povo, e esta é a melhor chance de servir”, disse o líder da igreja, que tem uma grande cruz em sua parede. “Esta é a hora de dizer que Deus está presente em Carita", acrescentou. 

Caos

Em meio ao caos que varreu as praias populares da região e inundou os hotéis turísticos e assentamentos costeiros, equipes de resgate tentam levar ajuda às regiões devastadas pelo tsunami que se seguiu a uma erupção vulcânica atingiu o litoral do estreito de Sunda – que separa as ilhas de Sumatra e Java. 

Mais de 400 pessoas, até o momento, foram mortas e milhares estão desabrigadas e feridas.

Ainda não há segurança, já que o acidente pode se repetir. Muitas famílias estão com muito medo de voltar para casa. “Estou aqui há três dias”, disse Neng Sumarni, 40, que dormia com seus três filhos e marido no chão de uma escola, com outros desabrigados ou evacuados de suas casas. “Tenho medo porque minha casa fica bem perto da praia”. 

A falta de água potável e remédios dificulta a tarefa e afeta milhares de refugiados em abrigos.  

“Muitas crianças estão doentes com febre, dores de cabeça e não tiveram água suficiente”, disse Rizal Alimin, médico que trabalha para a ONG Aksi Cepat Tanggap, em uma escola local que se transformou em um abrigo temporário. 

A Indonésia, que é formada por mais de 17 mil ilhas, tem sido vítima constante de ondas gigantes. O país ainda mantém o alerta de tsunamis por causa do vulcão.

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