Dicionário Michaelis muda definição de casamento: 'União entre pessoas'

Outros dicionários populares no Brasil já definem casamento como união entre pessoas, sem indicação de gênero. No Aurélio, por exemplo, casamento é o “contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais”.

Fonte: Guiame, com informações de IGAtualizado: quinta-feira, 2 de julho de 2015 19:00
O dicionário Michaelis irá alterar a definição de "casamento" em sua versão português.
O dicionário Michaelis irá alterar a definição de "casamento" em sua versão português.

 

Depois que um casal de homens reuniu mais de 3 mil assinaturas em uma petição online, o desejo dos manifestantes foi realizado: o dicionário Michaelis irá alterar a definição de "casamento" em sua versão português.

O paulista Eduardo Santarelo, casado há três anos com Maurício, pediu a alteração no site Change.com. Breno Lerner, diretor da Editora Melhoramentos, responsável pela publicação, se posicionou: "Agradecemos ao organizador e signatários por nos alertarem sobre este importante tópico", disse Lerner. "Solicitamos a nossos dicionaristas uma nova redação do verbete."

A mudança na versão digital do dicionário já aconteceu. "Para as versões em papel, conforme sejam feitas as reimpressões e novas edições, o verbete será corrigido", informou o diretor da editora.

Na definição anterior, casamento aparecia como "união legítima entre homem e mulher", e "união legal entre homem e mulher, para constituir família". O novo verbete não traz em nenhum momento as palavras homem ou mulher – agora a definição de casamento se refere a "pessoas".

"1. Ato solene de união entre duas pessoas; casório, matrimônio. 2 Cerimônia que celebra vínculo conjugal; matrimônio. 3 União de um casal, legitimada pela autoridade eclesiástica e/ou civil; matrimônio", informa o Michaelis.

Outros dicionários populares no Brasil já definem casamento como união entre pessoas, sem indicação de gênero. No Aurélio, por exemplo, casamento é o “contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais”.

E a Bíblia?

A Bíblia é clara na definição do casamento, que é uma instituição criada por Deus desde os primeiros dias de existência da criação, e não pela atual lei. Usar o "amor" como bandeira para defender "qualquer tipo de união" é uma expressão de libertinagem, de acordo com o pastor Bruno dos Santos.

"Há uma ênfase de um discurso discurso liberal colocado na mídia, que se baseia no 'amai-vos uns aos outros'. Mas Jesus não disse apenas isso. Ele diz 'amai-vos uns aos outros, conforme eu vos amei' [João 13:34]. Ou seja, há um posicionamento com relação a este amor. Não é um amor no qual tudo pode, tudo é permitido, ou como as pessoas gostam de dizer 'incondicional'. Não! Existem pré-requisitos", explicou o pastor em uma edição do programa Superpop, da Rede TV.

"Há uma expectativa de Deus de que a gente dê uma resposta positiva a este amor. Esta resposta positiva é o que a teologia chama de conversão e conversão é mudança de caminho, mudança de direção. Obviamente, se não há uma mudança integral em mim, eu não posso me considerar uma pessoa convertida. A resposta positiva a este amor é isso. Achar que no amor pode tudo, todas as coisas são permitidas não está certo. Isto não é amor, é libertinagem", concluiu Santos. 

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