Coreia do Norte dispara mais dois mísseis e acelera testes nucleares: Seremos firmes

Segundo notícias, é o quarto teste em menos de vinte dias. A comunidade internacional está em alerta.

Fonte: Guiame, com informações de CNN, RFI e UOLAtualizado: segunda-feira, 17 de janeiro de 2022 às 17:33
Kim Jong-un comemora o lançamento de mais um míssil. (Foto: Captura de tela/YouTube Euronews)
Kim Jong-un comemora o lançamento de mais um míssil. (Foto: Captura de tela/YouTube Euronews)

Na manhã desta segunda-feira (17), a Coreia do Norte disparou mais dois projéteis no oceano, costa leste da península coreana, de acordo com o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. Este é o quarto teste com armas nucleares em menos de 20 dias. 

O gabinete do primeiro-ministro japonês também revelou em um tweet que a Coreia do Norte lançou um “possível míssil balístico”. O suposto teste de hoje segue dois na semana passada e um na semana anterior, enquanto Pyongyang continua a desenvolver um programa de mísseis, conforme notícias da CNN.

A Coreia do Norte afirmou ter um míssil hipersônico testado com sucesso nos dias 5 e 11 de janeiro, de acordo com a agência estatal de notícias central coreana. Pyongyang também testou dois supostos mísseis balísticos de curto alcance, em 14 de janeiro.

Ambições militares do ditador Kim Jong-un

Em um comunicado recente divulgado pela KCNA — agência central de notícias da Coreia — um porta-voz defendeu o direito do país de reforçar suas armas, dizendo que seu “desenvolvimento recente de um novo tipo de arma era apenas parte de seus esforços para modernizar sua capacidade de defesa nacional”.

A maneira de se defender dos norte-coreanos, porém, aumenta a preocupação da comunidade internacional sobre as ambições militares do ditador Kim Jong-un, que continua recusando ofertas de diálogo com os Estados Unidos. 

Em resposta à série de lançamentos, os EUA impuseram, na semana passada, novas sanções ao país que possui armas nucleares. Pyongyang alegou ser uma “provocação”, conforme notícia da Rádio França Internacional (RFI).

‘Seremos forçados a reagir de maneira mais firme’

Em uma importante reunião do partido que governa a Coreia do Norte no mês passado, Kim Jong-un prometeu continuar desenvolvendo as capacidades de defesa do país. 

“Se os Estados Unidos decidirem confrontar a Coreia do Norte, o regime será forçado a reagir de maneira mais firme”, declarou um porta-voz do ministério norte-coreano das Relações Exteriores, na sexta-feira (14).

Em seu plano de defesa, a Coreia do Norte citou os mísseis supersônicos como uma das suas prioridades. O país também atravessa uma grave crise econômica, agravada pelas sanções e o fechamento de suas fronteiras, imposta em nome da luta contra a Covid-19.  “Pyongyang busca impressionar sua população com proezas militares”, estimam os analistas.

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