Califórnia avalia aprovar currículo escolar que instrui alunos a cantar aos deuses astecas

Críticos alertam que a nova disciplina pode ser uma clara refutação ao Deus cristão.

Fonte: Guiame, com informações de Christian Post e Christian HeadlinesAtualizado: terça-feira, 16 de março de 2021 18:52
Um novo currículo de estudos étnicos pode chegar à Califórnia no próximo ano. (Foto: Alamy Stock Photo)
Um novo currículo de estudos étnicos pode chegar à Califórnia no próximo ano. (Foto: Alamy Stock Photo)

Um novo currículo de estudos étnicos está sendo considerado em todo o estado pelo Departamento de Educação da Califórnia, nos Estados Unidos. Os professores serão incentivados a ensinar os cânticos dos deuses astecas aos alunos. Para muitos críticos isso indica ser uma clara refutação ao Deus cristão.

Algumas pessoas chegaram a dizer que o currículo promove a “ideologia política de esquerda”. Para Christopher Rufo, diretor do Centro de Riqueza e Pobreza do Discovery Institute, o mais controverso é o componente religioso do currículo.

Ele explica que os professores deverão conduzir seus alunos em uma série de canções e afirmações indígenas que apelam diretamente aos deuses astecas. “Primeiro eles batem palmas e cantam ao deus Tezkatlipoka — que os astecas tradicionalmente adoravam com sacrifício humano e canibalismo. Depois pedem o poder de serem 'guerreiros' pela justiça social”, Rufo descreve detalhes do currículo. 

Ele também citou outras canções e outros deuses a quem os alunos deverão pedir por “cura, espírito revolucionário, liberação, consciência crítica, transformação e descolonização”. Chegando nesse ponto, Rufo conclui que um dos objetivos do currículo parece ser descolonizar a sociedade americana e iniciar uma contra-hegemonia em seu lugar.

Mais sobre a nova disciplina escolar

O novo currículo da Califórnia está concentrado em “consciências sociais” e culturas muitas vezes ignoradas em livros didáticos. Por exemplo: estudos sobre afro-americanos, chicanos, latinos, nativos americanos e asiáticos e das ilhas do Pacífico.

O argumento dos idealizadores é que ao estudar as identidades e as contribuições de grupos marginalizados na sociedade, os alunos poderão enxergar a si mesmos e aos outros como parte da narrativa dos Estados Unidos.

Mas, a “parte asteca”, segundo Rufo, é “quase certamente inconstitucional”. Além disso, ele lembrou que “as escolas públicas estão proibidas de fazer orações cristãs sancionadas pelo estado; presumivelmente, eles seriam igualmente proibidos de liderar cantos sancionados pelo Estado ao deus asteca do sacrifício humano”, retrucou.  

Um rascunho final e comentários públicos sobre o currículo serão apresentados ao Conselho Estadual de Educação a partir de 17 de março. Se aprovado, poderá ser aplicado desde o jardim de infância até o 12º ano. A Secretaria de Educação do estado deve votar o currículo ainda esta semana.

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