Atentado no Quênia foi represália à transferência de embaixada americana para Jerusalém

Grupo terrorista al-Shabaab assume ato que matou 16 pessoas em um complexo hoteleiro na capital do país africano.

Fonte: Guiame, com informações do Globo e Al JazeeraAtualizado: quinta-feira, 17 de janeiro de 2019 17:30
Explosões provocadas por ato terrorista em hotel de Nairóbi matam 16 pessoas na noite de terça-feira (15). (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)
Explosões provocadas por ato terrorista em hotel de Nairóbi matam 16 pessoas na noite de terça-feira (15). (Foto: Thomas Mukoya/Reuters)

Em uma carta de duas páginas publicada nesta quarta-feira (16), o grupo militante jihadista al-Shabaab afirmou que o ataque a um complexo hoteleiro e de negócios realizado na noite anterior em Nairóbi, no Quênia, foi uma resposta a Donald Trump, pela transferência da embaixada americana em Israel para Jerusalém em 2017.

“Os mujahideen (guerreiros santos) conduziram esta operações em resposta às declarações tolas do presidente americano, Donald Trump, e à sua declaração de Al-Quds (Jerusalém) como  capital de Israel”, anunciou o grupo, que tem base na Somália, país vizinho.

O ataque recebeu o nome de “operação Jerusalém nunca será tornada judaica”. Em um comunicado via rádio, os terroristas disseram que os interesses econômicos dos EUA e de Israel sofrerão enquanto continuarem desafiando os direitos dos palestinos.

Vítimas

O ato terrorista provocou explosões que mataram pelo menos 16 pessoas. O presidente queniano, Uhuru Kenyatta, afirmou nesta quarta-feira que as forças de segurança do Quênia mataram os extremistas islâmicos que invadiram um complexo hoteleiro em Nairóbi.

Das vítimas, 16 eram quenianas, uma britânica, uma americana e três descendentes de africanos, mas suas nacionalidades ainda não foram identificadas, segundo a polícia. Na terça-feira, as autoridades enviaram forças especiais para o hotel para expulsar os atiradores. O presidente disse que mais de 700 civis foram resgatados do complexo.

O país é ocasionalmente alvo do grupo terrorista somali, que em geral atribui os ataques a uma vingança pelo envio de tropas quenianas ao apoio do governo da Somália. Outros graves ataques jihadistas já aconteceram no país.

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