Após intubação e ECMO, mãe abraça bebê 25 dias após parto: “Graças a uma igreja que ora”

Depois de ser intubada e precisar da ECMO por duas vezes, Vitória Zuppo abraçou o filho recém-nascido após 20 dias separados.

Fonte: Guiame, com informações do G1Atualizado: segunda-feira, 12 de julho de 2021 15:10
Após ser intubada e precisar da ECMO por duas vezes, Vitória abraçou o filho após 20 dias separados. (Foto: Andressa Cassetti)
Após ser intubada e precisar da ECMO por duas vezes, Vitória abraçou o filho após 20 dias separados. (Foto: Andressa Cassetti)

A alegria de dar à luz um filho logo foi apagada por uma sequência de complicações da Covid-19. Vitória Zuppo, de 24 anos, soube que teria apenas três horas de vida, precisou ir para ECMO e ser intubada por duas vezes.

O parto do pequeno Benjamin aconteceu em 17 de junho, em Belo Horizonte (MG). Depois do nascimento do bebê, Vitória teve uma hemorragia e febre e testou positivo para a Covid-19.

“Como ela estava sem sintomas, tivemos alta e os médicos falaram para a gente ficar em observação e explicaram que a Covid-19 em puérperas pode ser muito agressiva, mas a Vitória estava saturando bem. No dia seguinte, ela começou a ficar meio fraca, pálida e no sábado fomos ao hospital. Após exames, foi detectado que o pulmão dela estava 30% comprometido. Só no domingo, quando procuramos outro hospital, os médicos acharam melhor interná-la por precaução”, contou Sandro Gonzalez, marido da Vitória, ao G1.

Com o agravamento dos sintomas, Vitória foi transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Madre Teresa. Com mais de 90% do pulmão comprometido com o vírus, os médicos informaram que a intubação era inevitável.

“Ela estava muito cansada, não conseguia se levantar da cama para jantar no leito. Dava para ver que ela estava querendo chorar, mas nem isso conseguia”, lembra o marido. “Após exames, fizeram uma oração juntos, eu e ela, e os médicos decidiram intubá-la”.


O diagnóstico da Covid-19 veio logo após o parto. (Foto: Sandro Gonzales/Instagram)

Vitória foi intubada no dia 23, mas seu estado de saúde continuava delicado. “O médico disse que a situação era muito grave e nos falaram da ECMO. Disseram que sem a máquina, ela teria apenas três horas de vida, com o aparelho, ela poderia conseguir uma sobrevida. Mesmo intubada, a saturação dela foi a 30. Estava 'semi-morta'”, relatou Sandro.

Havia apenas duas máquinas de ECMO em Belo Horizonte e Vitória conseguiu usá-la horas após ter sido liberada por outro paciente. “Eu estava acabado, chorando, eu não era ninguém mais, pedindo a Deus, clamando por um milagre. Desespero”, disse o marido.

Altos e baixos

Em 25 de junho, Vitória apresentou uma melhora e foi extubada, sem também precisar da sonda alimentar, mas continuou na ECMO. No dia 29, a máquina foi desligada e os médicos fizeram testes para saber como ela reagiria.

Neste dia, Sandro, que é membro da Igreja Batista da Lagoinha, chegou a agradecer às orações. “Graças a Deus por amizades fortes, por uma família forte e por uma igreja que ora. A exemplo do paralítico descrito no livro de Marcos, a Vitória foi conduzida a Cristo pela igreja, não denominação, mas corpo. Foram milhares de mensagens e orações de todo o mundo, literalmente. E por isso, sou infinitamente grato”.

Horas depois, no entanto, Vitória começou a passar mal e teve uma embolia pulmonar. Ainda no dia 29, ela precisou ser intubada novamente e mais uma vez foi para a ECMO. “A angústia continuava, tudo ficou grave novamente”, lembra o marido.

No entanto, Vitória foi se recuperando e no dia seguinte, 30 de junho, a máquina foi retirada. Desde então, ela passou a respirar apenas com a ajuda de um cateter de oxigênio de baixa pressão.

Depois de mais de 20 dias sem ver o filho, Vitória recebeu alta da UTI e reencontrou Benjamin no sábado (10), na área externa do hospital. O bebê já tinha 25 dias de vida. Neste domingo (11), ela foi transferida para o quarto para continuar o tratamento.


O reencontro entre mãe e filho aconteceu no sábado (10) em um hospital em BH. (Foto: Sandro Gonzales/Instagram)

Sandro diz que testemunhou de perto o significado de Emanuel, Deus conosco. “Não se trata de uma metáfora ou de um símbolo. É uma realidade. Houveram momentos difíceis, mas Deus nunca nos desamparou, nem por um momento”, disse.

“Ele foi fiel quando eu não fui, esteve presente quando eu não estava, foi poderoso quando eu não podia fazer nada e foi misericordioso quando minha fé parecia duvidar”, acrescentou. “Não foi hoje, mas já já estaremos todos em casa.”

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