‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’, diz pastor sobre evangelismo na China

Em meio à repressão religiosa, líderes permanecem fiéis e trabalham para continuar pregando o Evangelho no país: “Estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer”.

Fonte: Guiame, com informações de Mission Network NewsAtualizado: quinta-feira, 26 de março de 2026 às 13:56
Cristãos chineses permanecem fieis em meio à repressão religiosa. (Foto: Ilustração/CBN News)
Cristãos chineses permanecem fieis em meio à repressão religiosa. (Foto: Ilustração/CBN News)

Com o aumento das restrições em meio à repressão religiosa na China, cristãos relatam que evangelizar no país tem se tornado cada dia mais desafiador.

Recentemente, o governo comunista chinês divulgou novos regulamentos que restringem ainda mais a divulgação de conteúdos cristãos e evangelismo na internet

No entanto, os cristãos permanecem encorajando uns aos outros: "Precisamos apenas permanecer fiéis neste momento. Permanecer fiéis e conectados com nossos irmãos e irmãs na China e com nossa liderança pastoral lá", disse Eric Burklin, da organização cristã China Partner.

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, dentro do sistema, para servir a Cristo, permanecer fiéis e alcançar o máximo de pessoas possível para Jesus", acrescentou.

‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’

Nesse contexto, a China Partner busca se conectar com a Igreja Chinesa por meio do engajamento com suas lideranças. A organização mantém contato com pastores e seminaristas por meio do WeChat e mensagens de texto.

Embora enfrentem muitas restrições, um pastor declarou: “Quando as restrições governamentais fecham portas, Deus abre janelas”.

Burklin contou que um professor de um seminário na cidade de Wuhan pediu orações e se mostrou encorajado pelo apoio da organização:

“Toda vez que mando uma mensagem, ele me responde com um emoji sorrindo e diz: 'Você sabe que ainda estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer. Sou muito grato por você também estar fazendo o que Deus te chamou para fazer'”.

Enquanto a China Partner aguarda iniciar o ministério no país, a equipe continuará realizando encontros locais. Na prática, o contato com os cristãos na China será cada vez mais discreto.

Antes, equipes parceiras visitavam igrejas, seminários e escolas bíblicas; agora, precisam de autorização até para reuniões. Burklin afirmou que a estratégia é ir às cidades convidar os líderes para encontros em hotéis, sem necessidade de registro.

‘Orem pela China’

Mesmo com a repressão às igrejas, o governo tenta atrair estrangeiros com vistos de turista. Segundo Burklin, a China Partner pretende aproveitar essa oportunidade como uma estratégia evangelística.

“Por favor, orem para que isso continue e para que a liderança do governo comunista não restrinja essa prática, reconhecendo a necessidade mútua entre a China e o resto do mundo”, afirmou Burklin. 

E continuou: “Orem também para que os ministérios encontrem maneiras criativas de servir na China. Por favor, orem pela liderança governamental na China e em todo o mundo”.

Sobre o presidente Xi Jinping, ele declarou: “Temos uma reação negativa a líderes poderosos que consideramos maus ou anticristãos, mas eles são homens e mulheres que Deus criou à sua imagem. Então, comecei a orar por ele e sinto mais amor e preocupação com sua alma do que apenas reagir às suas mudanças de política. Tem sido uma jornada espiritual incrível para mim”.

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