Procuradora é acusada de querer sacrificar criança em ritual satânico

Procuradora é acusada de querer sacrificar criança em ritual satânico

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:24

A procuradora aposentada Vera Lúcia Sant'Anna Gomes, acusada de tortura contra uma menina de dois anos que estava sob sua guarda, se entregou a justiça na tarde desta quinta-feira (13). Ela passou a sua primeira noite presa em uma cela especial do presídio de Bangu Sete, na zona oeste do Rio de Janeiro. Vera dividiu uma cela com outras nove detentas, a maioria acusada de tráfico de drogas. Na cela, há beliches, uma TV e um vaso sanitário. A ex-procuradora, que ficou foragida por oito dias, não terá direito a alimentação especial ou qualquer outra regalia.

No fim da tarde desta quinta-feira (13) o advogado de Vera Lúcia entrou com um pedido de revogação da prisão preventiva, que foi negado pelo juiz da 32º Vara Criminal, Guilherme Schilling Pollo, que justificou sua decisão dizendo que a prisão é necessária para a "preservação isenta da colheita de provas e garantia da ordem pública".

Nesta sexta-feira (14) a defesa da acusada promete entrar com um pedido de prisão domiciliar.

Investigação

A polícia começou a investigar a procuradora após uma denúncia do Conselho Tutelar no dia 15 de abril. Os conselheiros retiraram uma menina de dois anos do apartamento em que Vera Lúcia morava em Ipanema, na zona sul do Rio. A mulher pretendia adotar a criança.

Um conselheiro disse que, ao chegar ao apartamento, encontrou a menina no chão do terraço, onde vivia o cachorro. A criança tinha marcas evidentes de agressão. Entre elas, um olho roxo e inchado.

Ex-empregados da procuradora aposentada prestaram depoimento à polícia e disseram que ela mantinha a criança trancada em um quarto durante todo o dia, proibindo qualquer pessoa de manter contato físico ou verbal com a menina. Também relataram que ela chamava a criança de "cachorra".

Após a investigação, Vera Lúcia foi indiciada por tortura qualificada e racismo contra a menina de dois anos que tentava adotar.

O Ministério Público do Rio de Janeiro também investigou o caso e, ao final do processo, ofereceu denúncia à Justiça contra a procuradora. Na denúncia consta, entre outras afirmações, que Vera Lúcia pode fazer parte de uma seita satânica que teria por objetivo sacrificar a menina.

A suspeita parte do depoimento não identificado de uma voluntária do Conselho Tutelar que acompanhou alguns dos relatos de ex-empregados da promotora aposentada. O Ministério Público classifica o relato da voluntária como "assustador" e transcreve o seguinte trecho:

"(...) o que desejo expor aqui é a minha visão, observação do ocorrido e pude ter a convicção da Sra. Vera Lúcia pertencer a religião satânica, onde creio ser este o motivo da adoção: o sacrifício da criança. Sei que isso parece um absurdo, mas (…) a Sra. Vera Lúcia possuía muitos vudus e bonecos com rostos desfigurados. A presença de duas pessoas na casa era constante, entre elas a de cabeça raspada me alertou por ser mulher e este ato é praticado aos que fazem parte deste ritual (...) Na mesa haviam cartas e um punhal, que neste ritual significa: sacrifício, morte. Creio que T. foi escolhida para ser oferecida em sacrifício a esta seita. A intenção da Sra. Vera era de matar a criança, rituais eram feitos na casa, como banhos de canjica, e a criança não podia ter contato com a água."

Postado por: Felipe Pinheiro

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