
A guerra no Oriente Médio acontece em um momento simbólico para judeus e cristãos: o Purim, festa que celebra o livramento do povo judeu na antiga Pérsia — que hoje corresponde ao Irã.
Neste ano, o Purim começou ao pôr do sol de segunda-feira (2) e segue até o entardecer desta terça-feira, 3 de março.
Enquanto a guerra se intensifica — com ataques conjuntos dos EUA e Israel contra alvos no Irã e retaliações iranianas contra Israel e países do Golfo — o pastor Joel Engel afirmou que o Purim reforça a conexão entre “os tempos bíblicos” e os acontecimentos do presente.
“Será que a Bíblia é um livro histórico ou será que ela é um livro que nós podemos viver? Será que o que aconteceu no ano passado foi só naquela época ou pode acontecer de novo?”, questionou. “É coincidência ou a Bíblia está viva?”.
A guerra atual e o Purim em Israel
O pastor explica que Israel observa “janelas” espirituais e datas do calendário bíblico.
“O povo de Israel é um povo religioso, um povo que conhece a Escritura. Eles se prepararam para a guerra numa época que Deus é favorável. A data que o exército de Israel resolve atacar não é coincidência. Isso porque os judeus conhecem a Bíblia.”
Em meio ao atual cenário de guerra, judeus têm celebrado o Purim com alegria — mesmo dentro dos abrigos antibombas.
“Se você assistir aos vídeos, está cheio de judeus que ontem estavam nos seus ‘quartos de guerra’. Quando Israel começou a ser bombardeada, todos fugiram para os seus esconderijos e eles foram vestidos de roupa para festa de Purim”, disse. “Você pode imaginar um negócio desse? Dançando enquanto caem bombas.”
O pastor explicou que a celebração tem uma base bíblica: “A oração deles nessa época é para cair Hamã”, afirmou, mencionando o vilão do livro de Ester.
O decreto de morte que foi revertido
Engel lembrou que o nome da festa vem de “pur”, que significa sorte, porque a data teria sido definida por lançamento de sortes. No entanto, o que parecia sentença acabou sendo revertido após três dias de jejum convocados por Ester.
“Ester entra na presença do rei e revela: ‘Meu povo foi condenado à morte. Eu sou judia’”, resumiu. “Quando o rei descobre quem está por trás disso, tudo muda.”
O desfecho, segundo o pastor, é o centro da mensagem do Purim: “Hamã morre na forca que ele mesmo preparou para Mardoqueu. O feitiço virou contra o feiticeiro.”
Uma guerra espiritual
O pastor explica que os “filhos de Hamã” continuam atuando até hoje — são figuras que se levantam contra Israel e contra o povo de Deus.
“Essa guerra que começou no Irã é uma guerra espiritual”, destacou.
Quando o cenário é de morte, Enge lembra que o jejum e a oração são as principais armas entregues por Deus para mudar decretos.
“Olha o poder que teve o jejum de Ester. Foi ali que houve intervenção”, afirmou. “Há janelas, há tempos determinados em que os decretos de Deus entram em ação.”
O pastor explica também que “o ofício do profeta é fazer a leitura dos tempos” — e é preciso ver o calendário judaico não apenas como algo comemorativo, mas profético.
“Para o judeu, o tempo não é só linear. Ele é cíclico. As coisas voltam a acontecer em determinadas épocas”, explicou.
“É nesse mês que Deus ajuda Israel e derruba o governo inimigo. Nada é por acaso. Estamos em um período profético”, disse.
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