“O início da Grande Tribulação pode estar mais perto do que se imagina”, alerta hebraísta

O estudioso explica que a volta de Jesus acontecerá ao final de um ano sabático, de acordo com o calendário judaico. “Se não for em 2022, poderá ser em 2029 e assim por diante, a cada 7 anos”, exemplifica.

Fonte: Guiame, Cris BeloniAtualizado: sexta-feira, 28 de janeiro de 2022 13:52
Getúlio Cidade, hebraísta e escritor. (Foto: Divulgação/LC Agência)
Getúlio Cidade, hebraísta e escritor. (Foto: Divulgação/LC Agência)

Falando sobre o “Ano Sabático do Senhor” (Levíticos 25.1-8), o hebraísta Getúlio Cidade relaciona os últimos acontecimentos às profecias bíblicas sobre o fim dos tempos. 

“O controle totalitário que está se estendendo pelo mundo afora por causa do coronavírus é um forte sinal de que o Anticristo está para se manifestar. A marca da besta está muito próxima da realidade”, acredita o escritor. 

Em entrevista ao Guiame, o autor do livro “A Oliveira Natural” diz que é importante observar como tudo mudou após a pandemia. “Parece que Deus pisou num acelerador e estamos convergindo rapidamente para o período da Grande Tribulação que coincide com a última semana de Daniel”, relacionou.

Sendo assim, tudo o que a humanidade tem visto já estava previsto no calendário de Deus. “Deus se move pelo seu próprio calendário e estações. Daí a importância de conhecer as festas do Senhor. Todas elas apontam para o Messias”, disse ao destacar a Rosh HaShanah.

O que significa Ano Sabático, Shemitá e Rosh HaShanah?

Shemitá por si só é o Ano Sabático. Mas quando falamos em ciclo de Shemitá, a referência é aos sete anos (seis de cultivo da terra e um de descanso). Assim como o sábado é o descanso semanal das pessoas e dos animais, a terra também tem seu sábado.

Rosh HaShanah é a Festa do Ano Novo civil que se inicia no primeiro dia de Tishrei — primeiro mês do calendário hebraico. “É a mesma Festa das Trombetas da Bíblia (Yom T'ruah)”, esclarece o hebraísta. Neste ano, o Ano Novo dos judeus será no dia 26 de setembro.

Judeus seguem o calendário com base na lua

“O Ocidente e, de modo geral, a Igreja cristã, segue o calendário gregoriano que é referenciado no sol e de base 10, dividido por décadas, séculos e milênios. Assim se movem os tempos das estações gentias”, explicou.

“O calendário de Israel é referenciado na lua e de base 7, pois cada fase da lua dura em torno de 7 dias e, a partir daí, definem-se os meses. Os ciclos de tempo dados por Deus se baseiam no número 7 e todos são marcados por festividades”, continuou.

Resumindo, o ciclo anual é marcado por 7 festas estabelecidas pela Torá, ao longo do ano. “A cada 7 anos, encerra-se um ciclo completo de Shemitá com o ano sabático. E, após 7 ciclos de Shemitá, 49 anos (múltiplo de 7), ocorre o Jubileu no ano subsequente”, detalhou.

A maioria dos judeus, até o dia de hoje, segue respeitando as festividades estipuladas por Deus e que foram descritas na Bíblia. 

Depois de 6 anos plantando e colhendo, eles finalizam suas atividades no sétimo ano e fecham um ciclo na agricultura, de acordo com as especificações divinas. 

Mas Getúlio aponta para essa rotina judaica com a lente profética, mostrando que também é um “demarcador dos tempos do fim”. Por esse motivo, muitos afirmam que “Israel é o relógio de Deus”.

Shemitá, Jubileu e o fim dos tempos

O hebraísta frisou que tem como objetivo chamar a atenção das pessoas que o início da Grande Tribulação pode estar bem próximo.

Sabendo que, conforme o calendário judaico, em setembro deste ano um novo ciclo terá início, existe a possibilidade da ascensão do Anticristo e o início do “tempo do fim”. 

“Porém, se não ocorrer agora, somente ocorrerá em setembro de 2029, e assim por diante. O que devemos saber é que Deus não vai ignorar os tempos que Ele mesmo estabeleceu”, pontuou.

“Todo início de um novo ciclo, normalmente, é cercado de acontecimentos que definem um novo rumo. Isso é bem verdade na história de Israel, especialmente após a formação do Estado moderno, em 1948”, lembrou.

“Mas isso também ocorre no nível pessoal, o que é mais incrível. Se você traçar os ciclos de Shemitá em sua vida, provavelmente verá que eles são marcados por acontecimentos e mudanças bem distintas”, citou.

“Enfim, quero dizer com tudo isso que estamos nos aproximando rapidamente da última semana de Daniel. E ela só pode ocorrer em um novo ciclo de Shemitá”, concluiu.

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