"O feminismo quer roubar os direitos de uma causa que vem do Evangelho", diz escritora cristã

A escritora cristã Rebekah Merkle destacou que a luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens não começou no feminismo e sim no próprio Evangelho, 2 mil atrás.

Fonte: Guiame, com informações do Desiring GodAtualizado: segunda-feira, 6 de março de 2017 12:21
Feministas se manifestando  a favor da legalização do aborto. (Foto: Adrenaline)
Feministas se manifestando a favor da legalização do aborto. (Foto: Adrenaline)

Se uma representante do movimento feminista for questionada sobre suas causas, provavelmente não irá hesitar em destacar a "luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens" ou "a garantia de que mulheres não sejam tratadas de modo inferior na sociedade". Porém a escritora cristã Rebekah Merkle destacou que em um de seus artigos para o site 'Desiring God' que há "um trabalho sorrateiro nos 'bastidores' disso tudo" e até mesmo que o feminismo quer ter créditos sobre causas que já estavam sendo defendida há milênios pelo Evangelho.

Logo no início de seu texto, Rebekah expôs os efeitos reais do feminismo na sociedade e como este movimento de fato não tem cumprido a sua proposta de defender a dignidade da mulher, mas em vez disso, a está degradando.

"O movimento feminista tem de muitas formas nosso país. Além da carnificina do aborto, eu suspeito que a realização a mais infeliz é de a destruir ideia de alcançar a excelência como uma mulher", afirmou.

Rebekah reconheceu que pode parecer estranho, ela (uma mulher) se opondo a um movimento que se propõe conquistar avanços em sua representação. Porém a escritora afirmou que o feminismo acaba não cumprindo esta proposta.

"Se você perguntar às pessoas comuns sobre os objetivos da causa feminista, eles vão dizer-lhe que estão relacionados à igualdade de direitos entre homens e mulheres, à garantia de que não sejam tratadas como inferiores ou cidadãs de segunda classe. É claro que se você colocar o feminismo dessa forma, nenhuma pessoa em sã discordaria dele, certo? Mas há realmente um trabalho sorrateiro nos 'bastidores' disso tudo", alertou.

Entre as estratégias sórdidas do movimento, Rebekah começou esta "lista" pelo fato de que o feminismo tenta mostrar que foi pioneiro em lutar pelos direitos das mulheres, mas lembrou que o Evangelho já fazia isso há milênios.

"A ideia de que as mulheres têm direitos iguais aos dos homens não é um conceito feminista... É uma ideia cristã. O apóstolo Paulo já havia dito isso muito antes de Elizabeth Cady Stanton ou Gloria Steinem - ícones do feminismo internacional - quando ele nos ensinou que em Cristo não há diferenças de direitos entre judeus e grego, escravos ou livres, homens ou mulheres (Gálatas 3:28). E ele disse isso há quase dois mil anos, antes das ativistas de Direitos das Mulheres surgirem com suas bandeiras", afirmou.

"As feministas tentam roubar créditos sobre uma causa que é fruto do evangelho, promovendo sua ideologia na cultura como fermento na massa de um pão. Precisamos parar de deixar as feministas agirem como se de alguma forma estivessem conquistando avanços pelos nossos direitos. As sociedades não convertidas nunca trataram bem as mulheres, e isso é extraordinariamente fácil de documentar. Mulheres sendo tratadas com respeito é um fruto que cresce em um tipo de árvore e essa árvore é a mensagem cruz", acrescentou.

Rebekah também desmistificou a ideia distorcida de que o cristianismo está associado a uma cultura que oprime as mulheres, como o feminismo tem apontado.

"É claro que os cristãos acreditam que as mulheres têm direitos iguais aos homens. Esta crença não é um compromisso exclusivo das feministas ou algo que aprendemos com as feministas. Ela é realmente um dos nossos diferenciais. Nós temos diversos versículos na Bíblia que já nos comprovam essa convicção", afirmou.

No Brasil, a ex-feminista Sara Winter tem se empenhado em alertar sobre as estratégias do movimento feminista por trás da legalização do aborto e da ideologia de gênero. (Foto: G1)


Direitos iguais não eliminam a personalidade
Ter direitos iguais não significa tornar a todos iguais. A afirmação resume bem o a linha de pensamento do segundo fator enumerado na lista de "estratégias sorrateiras nos bastidores do feminismo".

"Então, o que há de errado com o feminismo? Honestamente, muito do que se resume a uma luta sobre as definições. O que a expressão "ser igual" realmente significa? Significa 'ser o mesmo'?", questionou.

"Nós, cristãos, acreditamos que as mulheres são diferentes dos homens - com forças diferentes, habilidades diferentes e tarefas diferentes. Porém não acreditamos que essa diferença implique em desigualdade de direitos. Uma feminista, por outro lado, acredita que a verdadeira igualdade não pode ser alcançada sem que todos se tornem completamente iguais", acrescentou. "Longe de libertar as mulheres, isso acaba realmente removendo o potencial de cada uma para alcançar verdadeira excelência".

Finalizando seu artigo, a escritora alertou que muitas mulheres acabam aceitando um estereótipo distorcido sobre sua própria feminilidade, mas afirmou que as mulheres cristãs podem se unir para desmistificar isso.

"Nós cristãos, particularmente as mulheres cristãs, precisamos lutar mais para retomar o conceito da excelência feminina. Muitas vezes, em nome do conservadorismo, compramos o estereótipo e abraçamos a personalidade 'desamparada e pequena', pensando que esse é o real caráter feminino. Mas precisamos estudar nossas Bíblias e aprender a encarnar a virtude como mulheres, obedecer como mulheres, sonhar como mulheres, ter sabedoria como mulheres, ter coragem como mulheres, ser fiéis como mulheres, e fortes como mulheres", finalizou.

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