O ano do Favor em que haverá um alinhamento profético da Terra ao Céu - Parte 2

O coração do homem anseia pelas coisas do Céu. Somente as coisas do Céu podem transformá-lo.

Fonte: guiame.com.brAtualizado: terça-feira, 30 de dezembro de 2014 16:08
O ano do Favor em que haverá um alinhamento profético da Terra ao Céu - Parte 2
O ano do Favor em que haverá um alinhamento profético da Terra ao Céu - Parte 2

O ano do Favor em que haverá um alinhamento profético da Terra ao Céu - Parte 2Mudança de paradigma
Estamos retomando a realidade da Palavra de Deus sobre como viver fatos produzidos puramente pelo céu. Nos últimos séculos, a cosmovisão da Igreja Cristã foi danificada com conceitos que a afastaram da realidade sobrenatural da Bíblia. A modernidade, que estabeleceu-se após a Idade Média, foi afetada por um movimento racionalista conhecido como Iluminismo, pelas Revoluções Industrial e Francesa, que nos legaram uma visão humanista do controle da história pela razão. Para Francis Schaeffer isso acabou contribuindo para tornar o mundo descrente do sobrenatural. A teologia, por sua vez, não ficou de fora! Ela acabou blindando, por muito tempo, a fé contra os milagres, vacinando a igreja contra as ações surpreendentes de Deus, que fogem ao controle humano. Por isso, muitos líderes baniram do nosso meio o exercício dos dons espirituais e as manifestações livres do Espírito Santo.

A Igreja deixou de exercer seu caráter sobrenatural na terra. Paralelamente, porém, ela falhou em dar ao homem uma resposta baseada na razão. Essa falha abriu espaço à filosofia irracionalista do final do século XIX, a qual, seguida pela 1a e 2a Grande Guerra, e pelos distúrbios sociais do séc. XX, culminaram no que Francis Schaeffer chamou de a morte da razão. Esse é, provavelmente, um dos motivos quem tem permitido o avanço do islamismo, do ocultismo e do relativismo moral no mundo atual.

O coração do homem anseia pelas coisas do céu. Somente as coisas do céu podem transformá-lo. C. S. Lewis diz que o homem não tem como viver sem estar ligado ao céu, porque é anti-natural. Ele declarou: “As criaturas não nascem com desejos, a menos que exista a satisfação desses desejos. Um bebê sente fome: bem, existe o que se chama de comida. Um patinho quer nadar: bem, existe o que se chama de água. Os homens sentem desejos sexuais: bem, existe o que se chama de sexo. Se eu descubro em mim um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que eu fui feito para outro mundo”. O ser humano foi criado para o céu. Por isso, nada na terra o satisfaz.

Com os grandes avivamentos, estamos retornando ao verdadeiro modo bíblico de existir como Igreja. Agora, estamos caminhando para ver um tempo profético, completamente novo, cheio de grandes operações de Deus por meio dos cinco ministérios. Estou fazendo estas colocações como escritor, pois tenho sido testemunha ocular de vários fatos que desafiam a cosmovisão cristã que sustenta os fundamentos da teologia de muitos em nosso meio. O que eu tenho presenciado, pode ajudar a ampliar a nossa compreensão quanto a amplitude do ministério profético, do poder da honra, da oferta sincera, e da oração que gera a manifestação graciosa do poder de Deus, interferindo no curso da natureza, a ponto de modifica-lo, e de afetar o modo como o nosso mundo está organizado.

A realidade bíblica
O mundo Bíblico é permeado pelo sobrenatural. Assim tem sido o ministério do profeta Joel Engel. Em suas ministrações têm ocorrido manifestações extraordinárias, que somente Deus pode fazer. Só Deus pode abrir os céus e dar chuva à terra sedenta. Quando há desonra, a Bíblia descreve os céus fechados como céus feitos de bronze, que impedem as chuvas de caírem, e a terra de ferro, que impede a o fruto de nascer. O bronze e o ferro são metais tidos como intransponíveis na antiguidade, por isso, eram usados na guerra. Mas, a voz profética quebra o céu de bronze, e arrebenta com o chão de ferro. Pense num local em que o teto é bronze e o chão é ferro. Nada nasce. Nada produz. Nada é gerado. Isso ocorreu nos dias do profeta Eliseu, por causa do espírito de Jezabel, que se levantou para matar os profetas, e assim calar a voz profética. Não é isso que tem acontecido em muitos lugares, em nossos arraiais evangélicos? De fato, a síndrome de Acabe e Jezabel domina a muitos em nosso meio. Lideranças que tem agido como Acabe, fazendo concessões à malignidade e, como Jezabel, tentado amordaçar a voz dos profetas levantados pelo Altíssimo. Não será por isso os céus tem se fechado em nossa nação? Mas quando os céus se abrem e a terra se torna fértil, em resposta à voz profética, que faz uma conexão entre o céu e a terra, tudo muda. Há uma mudança substancial na atmosfera. Ela rompe inexoravelmente o céu em chuva, e irrompe a terra em frutos. A promessa de Deus inclui os céus abertos, e a terra produtiva. Quando o profeta Elias restaura o altar da adoração, com a oferta da tarde, oferta de honra, os céus se abrem. O fogo santo toca o altar, e logo depois a chuva cai, e a terra produz o seu fruto.

O poder da palavra profética
Quando Elias e Eliseu falavam, os mortos eram ressuscitados, governos eram depostos, inimigos eram vencidos, pães eram multiplicados, a água mudava a sua composição. Nos dias de Elias e Eliseu, a mulher estéril deu a luz, exércitos celestiais foram mobilizados, águas brotaram no deserto, animais selvagens passaram a obedecer suas ordens, a fome foi vencida, doenças foram curadas, e o Reino de Deus se manifestou na terra de forma extraordinária. Os profetas antecipam a chegada dos céus a terra, fazendo com que ela seja alinhada ao comando divino. A terra passa a experimentar intervenções sobrenaturais na ordem criada.

É Deus quem chama o profeta. Ele é levantado por Deus com a missão de trazer o Reino de Deus a terra. Ele vem para alinhar a terra com o céu. O profeta chega para preparar o caminho do Senhor. Ele age no sobrenatural, fala as palavras dadas por Deus e age na força do Altíssimo.
Estes atos da graça que aconteceram este ano, 2014, trazendo a chuva em lugares secos, que a muito tempo não experimentava refrigério, é, para mim, um sinal profético do grande e poderoso avivamento que estamos prestes a experimentar. Este avivamento tocará o solo de muitos coração sedentos, que anseiam experimentar a Chuva da Presença divina, que mudará para sempre o cenário das suas vidas e dos seus ministérios. Este será o ano em que, definitivamente veremos a natureza tornar-se um instrumento visível do cumprimento profético. Será o ano das Luas de Sangue, o ano em que o Sol se escurecerá, e será o ano da maior chuva de avivamento de todos os tempos. Será o ano do favor, em que haverá um alinhamento profético da terra com o céu.

Por Edino Melo - Pastor, escritor / autor de mais de 200 obras publicadas, entre elas, a série "Ferramenta"

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