Igreja Presbiteriana na América decide em votação não ordenar pastores gays

A votação é parte de uma tendência da Igreja Presbiteriana na América de defender as visões bíblicas sobre casamento e sexualidade.

Fonte: Guiame, com informações do Washington TimesAtualizado: segunda-feira, 5 de julho de 2021 12:40
Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana na América, realizada entre junho e julho de 2020. (Foto: byFaith Magazine)
Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana na América, realizada entre junho e julho de 2020. (Foto: byFaith Magazine)

A Igreja Presbiteriana na América (PCA, na sigla em inglês), a maior denominação presbiteriana conservadora nos Estados Unidos, votou na última quinta-feira (1) para desqualificar os homens gays de servir no ministério.

A votação sobre a mudança, com 1.400 votos a favor e 400 contra, ocorreu na 48ª Assembleia Geral da denominação, realizada na cidade de St. Louis, no Missouri.

A mudança de regra, conhecida como “Proposta 23”, será votada pelos presbitérios antes de uma segunda rodada de votação da convenção no próximo ano, resultando em uma alteração no “Livro da Ordem da Igreja”, que governa a prática PCA.

“Aqueles que professam uma identidade (como 'cristão gay', 'cristão atraído pelo mesmo sexo', 'cristão homossexual' ou termos semelhantes) que mina ou contradiz sua identidade como novas criaturas em Cristo, seja por negar a pecaminosidade dos desejos decaídos (como a atração pelo mesmo sexo, mas não somente isso) ou negar a realidade e a esperança da santificação progressiva, ou deixar de buscar, pelo poder do Espírito, a vitória sobre suas tentações, inclinações e ações pecaminosas, não são qualificados para ofício ordenado”, diz o novo texto do documento.

Durante um longo debate, Chris Norris, do Presbitério do Calvário — que representa igrejas presbiterianas no interior da Carolina do Sul — defendeu a proposta. “A santificação começa com a identidade de uma pessoa como uma nova criatura em Cristo”, disse. “Assumir uma identidade gay vai contra a nova criação”.

Por uma votação de 1.130 a 692, a PCA também decidiu pela Proposta 37, que estabelece critérios para os candidatos a cargos pastorais: “O candidato deve dar testemunho claro de ter confiança em sua união com Cristo e nos benefícios dela pelo Espírito Santo, dependendo desta obra da graça para fazer progresso sobre o pecado”. 

O texto continua: “Enquanto a imperfeição permanecer, ele não deve ser conhecido por sua reputação ou autoconfissão de acordo com seu pecado remanescente (por exemplo, desejos homossexuais etc.), mas sim pela obra do Espírito Santo em Cristo Jesus”.

Questões LGBT na Igreja Presbiteriana

Os dois votos são parte de uma tendência da PCA, que tem quase 400.000 membros nos EUA, de defender as visões bíblicas sobre casamento e sexualidade. 

A PCA segue uma linha doutrinária diferente da Igreja Presbiteriana (EUA), conhecida por sua posição progressista sobre a ordenação de ministros da comunidade LGBT.

Diferentemente da doutrina presbiteriana conservadora, a PC (EUA) admite a ordenação de mulheres e aceita homossexuais como membros e pastores. Em 2015, a denominação alterou sua constituição para passar a realizar casamentos homoafetivos.

Embora a Igreja Presbiteriana do Brasil seja fruto do trabalho missionário da PC (EUA), ressaltou sua posição conservadora e cortou todos os laços com a Igreja Presbiteriana (EUA) desde a década de 1950.

Em 2015, o Rev. Augustus Nicodemus, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, deixou claro que a PC (EUA) não tem ligação alguma com Igreja Presbiteriana do Brasil.

“A Igreja Presbiteriana do Brasil não tem nenhum relacionamento com esta ‘igreja’ americana, da qual se desligou faz décadas por causa das posturas liberais da mesma, muito antes dela aprovar o casamento gay”, disse.

A única denominação brasileira que tem comunhão com a Igreja Presbiteriana (EUA) é a Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, que é ecumênica e também aceita a ordenação feminina. Na questão da homossexualidade, porém, não tem a mesma visão da denominação.

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