“A igreja nunca deve se envolver na política”, afirma o pastor Luiz Sayão

No entanto, Sayão não descarta o envolvimento dos cristãos nas questões políticas. “Os indivíduos cristãos que fazem parte da igreja não só tem o dever, mas a responsabilidade de se envolver politicamente", disse ele durante a CBB 2016.

Fonte: Guiame, Luana NovaesAtualizado: terça-feira, 19 de abril de 2016 19:29
O pastor, linguista e hebraísta Luiz Sayão enxerga o momento de crise como uma oportunidade. (Foto: Reprodução/Youtube)
O pastor, linguista e hebraísta Luiz Sayão enxerga o momento de crise como uma oportunidade. (Foto: Reprodução/Youtube)

O cenário de crises enfrentado pelo Brasil pode ser encarado por muitos como uma ruína, mas o pastor, linguista e hebraísta Luiz Sayão enxerga este momento como uma oportunidade.

“A gente nunca deve ver esse cenário como negativo — existem cenários muito piores do que o nosso pelo mundo — mas com uma oportunidade de aprender”, disse ele em entrevista ao Guiame durante a CBB 2016. “Eu acho que essa crise está sendo importante para o brasileiro deixar de ser um pouquinho alienado e priorizar elementos que são periféricos para se pensar adequadamente em quem nós somos e quem queremos ser”.

De maneira geral, Sayão afirma que a igreja, como instituição, nunca deve se envolver na política. “A igreja, como instituição, tem um foco: a missão de anunciar o Evangelho e trazer esse Evangelho para o homem sem Cristo”, afirma o pastor, acrescentando que a igreja deve se envolver em outros tipos de programas que tragam benefícios para a sociedade.

No entanto, Sayão não descarta o envolvimento dos cristãos nas questões políticas. “Os indivíduos cristãos que fazem parte da igreja não só tem o dever, mas a responsabilidade de se envolver politicamente para fazerem diferença no meio onde estão, assim como Daniel fez quando estava na Babilônia”, disse ele.

“Tendo essa distinção, eu creio que a gente vá caminhar em uma direção saudável, sem confundir as coisas, sem praticar a promiscuidade de vender a igreja para interesses políticos e sem trabalhar na direção de uma omissão e um distanciamento onde as coisas estão ruins e a gente não faz absolutamente nada”, concluiu o pastor.

Veja a entrevista completa:

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