Cubano é convocado pela polícia por pendurar versículo de Isaías em sua casa

O cristão disse que não vai retirar a faixa e que prefere sofrer pelo que acredita do que se calar sobre o que é errado e injusto.

Fonte: Guiame, com informações de Evangelico DigitalAtualizado: segunda-feira, 9 de agosto de 2021 11:59
Yuri Perez, em frente a sua casa. (Foto: Reprodução/Youtube)
Yuri Perez, em frente a sua casa. (Foto: Reprodução/Youtube)

O cristão Yuri Pérez, morador de Havana, em Cuba, foi convocado na última terça-feira (03) pela Segurança do Estado por conta de uma faixa que foi pendurada em sua casa, com um versículo bíblico do livro de Isaías.

“Ai daqueles que fazem leis injustas, que escrevem decretos opressores, para privar os pobres dos seus direitos e da justiça os oprimidos do meu povo, fazendo das viúvas sua presa e roubando dos órfãos!” (Isaías 10.1,2)

A denúncia foi postada por Yunier Enríquez, em seu perfil no Facebook, contando que Pérez deveria comparecer para um interrogatório junto à polícia política do município de Diez de Octubre.

Enríquez chamou a atenção para o fato de que não se pode fazer uso da liberdade de expressão, em Cuba, já que as “supostas garantias que a constituição cubana dá” aos seus cidadãos não lhes garante nem mesmo o direito de colocar uma faixa citando um texto bíblico em seu próprio endereço.

“Onde está o crime aqui? Onde está a ilegalidade? É isso que os cidadãos cristãos em Cuba devem esperar, por simplesmente citar as Escrituras, no exercício de nossa liberdade religiosa? Isso é o que nos espera como Igreja por mencionar uma verdade bíblica?”, perguntou Enriquez.

“Não podemos nos calar”

Os policiais destacaram que Pérez deverá retirar a faixa, mas ele está firme em sua decisão de mantê-lo no mesmo lugar e disse que prefere sofrer pelo que acredita do que se calar sobre o que é errado e injusto. 

“Hoje é ele, amanhã seremos milhares aqueles que sofrerão, a menos que fiquemos calados e deixemos César nos dizer sobre o que podemos e o que não podemos falar”, disse Enriquez.

O internauta considerou o cenário de 11 de julho como uma caça às bruxas, embora tenha esclarecido que Pérez não participou dos protestos massivos contra o sistema político. 

Os cubanos foram às ruas em protesto contra a ditadura, expressando que a atual situação não pode continuar. “A injustiça não pode ficar impune e sem reclamação da nossa parte”, lembrou Enriquez.

“A Igreja em Cuba deve erguer sua voz com clareza. Ninguém deve ser processado, multado ou intimidado por fazer uso da liberdade religiosa, conferida pela Constituição ou por discordar por motivos de consciência”, concluiu.

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