Cantora gospel foi confundida com um homem terrorista na África

"Eles alegaram que o dono do número de celular registrado em meu nome era um terrorista que tinha morrido no shopping", diz a cantora perplexa.

Fonte: GuiameAtualizado: sexta-feira, 17 de outubro de 2014 00:21

A cantora gospel Rose Wakonyo Mukere estava pregando para os moradores de Kirinyanga, quando recebeu um telefonema de um membro de sua igreja local, na qual também pastoreia, que a informava sobre o ataque do shopping Westgate. Rozzie Wachanga – nome artístico de Wakonyo – foi vinculada ao ataque terrorista do shopping, que aconteceu em 21 de setembro de 2013, custando 67 vidas e centenas de pessoas feridas. 

Em 23 de setembro, os policiais anti-terrorismo visitaram a casa de Wakonyo, que fica em Mukurwe-ini, convocando a cantora para uma reunião no dia seguinte, na Unidade de Polícia Anti-Terrorismo (em tradução livre), em Nairobi. Wakonyo foi interrogada porque o número de seu celular foi usado por um dos terroristas do shopping Westgate, identificado como Abdi Noor. "Eles alegaram que o dono do número de celular registrado em meu nome era um terrorista que tinha morrido no shopping", diz a cantora perplexa, questionando como a polícia não conseguiu reconhecer que ela era do sexo feminino, enquanto o suposto terrorista era um homem.

Em 5 de agosto, Wakonyo foi levada a um tribunal de Nairobi ao lado de quatro homens – Hussein Mustafa, Adan Dheg, Kiban Abdalla e Mohammed Abdi –, que foram acusados ​​de assassinato e contrabando. Wakonyo apareceu como testemunha e negou qualquer ligação com o ataque, e mais tarde um oficial assegurou-lhe que "sua presença não seria mais necessária", a cantora relembra.

Mas quando sua foto foi exposta em um dos jornais locais, um dia depois de ter aparecido no tribunal, ela foi inundada com chamadas e mensagens de amigos, parentes e fãs, que não podiam acreditar que ela fazia parte do ataque.

"Eles devem investigar como e por que o meu número foi utilizado, mas eu sou uma mulher e o terrorista é um homem. A polícia não encontrou o meu número de contato no telefone do suspeito", diz Wakonyo. O caso ainda está em aberto.

Com informações de Standard Digital
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