Autoridades chinesas invadem culto online e interrompem pregação de pastores

O presidente Xi Jinping ordena que todas as religiões se enquadrem à cultura chinesa e que sejam leais ao Partido Comunista.

Fonte: Guiame, com informações de CBN NewsAtualizado: segunda-feira, 26 de julho de 2021 12:48
O Partido Comunista Chinês (PCC) cada vez mais está invadindo e fechando igrejas no país. (Foto ilustrativa: Reprodução/BaptistPress)
O Partido Comunista Chinês (PCC) cada vez mais está invadindo e fechando igrejas no país. (Foto ilustrativa: Reprodução/BaptistPress)

Autoridades do Partido Comunista Chinês (PCC) são acusadas de invadir um culto virtual, que acontecia dentro da plataforma Zoom, na província de Guangdong.

Os policiais forçaram o pastor Mao Zhibin e o pastor Chu Yanqing, da Igreja Shenzhen Trinity Gospel Harvest, a parar de pregar enquanto outros oficiais do PCC  cercavam o prédio da igreja, de acordo com a International Christian Concern.

O incidente ocorreu no dia 11 de julho, quase três meses depois que um membro da igreja, Shi Minglei, também conhecido como Hope, fugiu para os Estados Unidos. Hope também estava participando do culto online que estava sendo transmitido.

O Shenzhen Trinity Gospel, que defende a justiça na China, tem visto muitos dissidentes do PCC se unirem à jovem igreja desde a sua fundação, há apenas quatro anos.

Invasão
As autoridades do PCC interrompem o pastor Mao e o pastor Chu enquanto pregavam na plataforma do Zoom. (Foto: Reprodução/ChinaAid)

Alvos do PCC

Desde que o pastor Mao e o pastor Shen Ling começaram a apoiar a Declaração Conjunta dos Pastores — uma declaração para o bem da fé cristã, do Pastor Wang Yi, mais membros da igreja têm sido alvos do Partido Comunista.

Isso aconteceu logo após o centenário do PCC, onde os pastores das igrejas na China foram obrigados a ajustar seus sermões para incluir partes de um discurso feito pelo Presidente Xi Jinping, em 1º de julho.

Xi ordenou que todas as religiões devem ser “sinicizadas” para garantir que sejam leais ao partido oficialmente ateísta. A sinicização é um processo pelo qual as pessoas não chinesas são submetidas à cultura da China, adaptando-se aos costumes e às tradições, incluindo ética, dieta, escrita, política e religião. 

Os cristãos na China dizem que esta é a pior perseguição contra eles desde o presidente Mao Zedong. O governo chinês continua a tomar medidas para remover os materiais religiosos das mãos dos cristãos, enquanto o regime comunista se esforça para eliminar a comunidade religiosa.

Censura aos cristãos

De acordo com a CBN News, em maio, o governo comunista retirou as contas cristãs do WeChat do ar. Os usuários receberam a seguinte mensagem quando tentaram obter acesso: “Nós recebemos um relatório de que esta conta viola as disposições de gerenciamento de serviços e de informações de contas públicas para usuários da Internet. Sua conta foi bloqueada e suspensa”.

Além disso, os aplicativos de Bíblia foram eliminados da App Store da China e as versões impressas não podem mais ser compradas online. No ano passado, centenas de cruzes foram removidas dos edifícios das igreja durante um período de quatro meses, em apenas uma província.

A China está classificada em 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2021, conforme a Portas Abertas. Ultimamente, tudo o que é percebido como uma ameaça pelos líderes ditadores é combatido com firmeza e, muitas vezes, com violência. 

Por conta da paranoia ditatorial, os cristãos estão enfrentando cada vez mais restrições e monitoramento em todo o país, com incidentes relatados em quase todas as províncias.

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