
Mais de 230 atendimentos foram feitos no último domingo (20), durante a segunda edição da ação social “Abraço Solidário”, realizada pela Igreja Adventista da Promessa, no bairro Vila Helena, na cidade de Sorocaba.
O evento reuniu moradores da região, que tiveram acesso a corte de cabelo, design de sobrancelha, aferição de pressão arterial e glicemia, direcionamento com nutricionista e personal trainer, sessões de massagem, aconselhamento jurídico, pastoral e psicológico. Ao todo, 17 profissionais e mais de 40 voluntários participaram da iniciativa.
Segundo o coordenador do evento, pastor Marcos Corrêa, mesmo com as dificuldades climáticas no dia, foi possível ter uma ótima participação da população local. “A gente vê que o resultado foi muito bom, mesmo enfrentando a questão da chuva […] Quando a chuva melhorou, o fluxo começou a acontecer com mais intensidade. E é maravilhoso coordenar isso.”
Marcos também destacou o quanto a igreja estava ainda mais engajada e disposta.
“A equipe está muito disponível, um ajudando o outro, um fazendo um trabalho, mesmo aqueles que têm funções específicas. A gente percebe que realmente o corpo do trabalho está engajado.”
Para o pastor, a união entre os participantes representa um dos princípios do evangelho. “O evangelho é nós entendermos que nós somos um corpo e que, no corpo, não tem maior nem menor. Tem uma cabeça que é Cristo e nós somos aqui a igreja dele.”
Gratidão pelo abraço recebido
Ao decorrer do evento, muitos moradores compartilharam sua experiência ao serem atendidos e a forma como foram recebidos pelos voluntários e profissionais presentes.
Uma delas, Maria Geni, relatou que, há dias, estava lidando com muitas dores no braço, a ponto de mal conseguir movê-lo. No entanto, ao receber o tratamento do terapeuta integrativo presente na ação, ela percebeu melhora na movimentação do braço e redução das dores. “Eu não conseguia fazer isso, mexer o braço, estava há muito tempo com dores […] Deixei de ir no aniversário da minha bisneta, de 15 anos, não aguentei.”
Davi, o profissional que estava cuidando desse caso, contribuiu mostrando a ela uma técnica de acupuntura, o que deixou Maria entusiasmada com o resultado. “Eu não sabia que mexer na orelha desse jeito poderia me ajudar assim.”
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Voluntários do Abraço Solidário 2026. (Foto: IAPVH)
Beatriz, que foi em busca de um serviço simples de aferição de pressão arterial, saiu com outros atendimentos e, logo depois, voltou com toda a família para receber os serviços ali prestados. “Foi maravilhoso! Muito bom, fui muito bem acolhida, estou saindo daqui outra! Renovada.”
Outra moradora, Maria Aparecida, compartilhou que buscou recentemente médicos para melhorar a dor que estava sentindo na coluna, mas não teve sucesso.
No entanto, ao receber os cuidados dos massagistas, sentiu-se aliviada. “Agora ficou melhor, senti que voltou a coluna no lugar! Eu não estava aguentando de dor, mas melhorei agora.”
O olhar de quem deu o abraço
Uma das voluntárias, Diná Santos, que participou pela primeira vez da ação, compartilhou que foi uma experiência gratificante. “A gente vê as pessoas chegarem aqui, às vezes com dor, e a gente vê elas saírem felizes, realizadas, e isso é muito gratificante, muito legal.”
Atílio Barreto, líder da ação social regional, disse que é importante ter uma igreja aberta para a comunidade local. “A partir do momento que você abre as portas da igreja, pensando na comunidade, elas estão entendendo que nós estamos levando importância pra elas.”
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Por fim, Rone Brandão, que esteve presente nas duas edições do evento, também acrescentou que participar é crucial para ter relacionamento com a população e transmitir o amor.
“Mas fazer o atendimento às pessoas, tratar do ser humano é a maior dádiva que Deus nos dá e que o Senhor pode nos fornecer.”
E finalizou, dizendo que não há evangelho sem relacionamento. “Então, o Abraço Solidário, o nome já é esse mesmo, para ter relacionamento com a igreja de Cristo […] o amor de Jesus chega ao coração da pessoa através desse abraço, da gente ter esse contato com a comunidade, do evangelho ser propagado através do amor que Cristo nos orienta.”
Servindo com os dons
Pelo segundo ano consecutivo, a terapeuta integrativa Simone Ruiz trabalhou juntamente com a equipe para prestar seu atendimento como massagista. Ela e seu marido, Davi Oliveira, também profissional da área, compartilharam que levar o lado profissional para contribuir com a ação é realizador.
“É uma doação do nosso tempo, né? Daquilo que a gente faz diariamente como profissão, então uma alegria muito grande mesmo.”
E Davi completou, afirmando que esse é o objetivo principal como terapeuta: “Porque a profissão de terapeuta integrativo, ela já é uma profissão que diz, ela integra a pessoa como um todo, nós conseguimos enxergar a pessoa como um todo.”
Ainda no ambiente da saúde, Wilson Yamamoto, que atua como nutricionista, participou pela primeira vez de um projeto solidário e compartilhou que foi uma experiência muito importante em sua trajetória profissional.
“É a primeira vez da minha vida que eu participo de uma ação solidária e, como nutricionista, ajudar as pessoas a ter uma educação alimentar, indicar melhor como se alimentar, usar nossa profissão para esse auxílio é especial.”
O propósito continua
O projeto Abraço Solidário atendeu às expectativas, mesmo enfrentando dificuldades, como a previsão incerta.
O pastor titular da igreja, Airton Dias, compartilhou sua satisfação pelo resultado. “Com certeza, se não tivesse chovido, a gente teria talvez dobrado a quantidade de atendimentos, porque tivemos mais atividades, mais voluntários em outras áreas. Fico muito feliz porque vi a igreja animada.”
Ele finalizou que outros projetos como esse não acontecem com recorrência por questões financeiras e de estrutura local. “Então, eu sinto que a igreja está animada para fazer isso e, se a gente tivesse mais condições financeiras, literalmente, a gente poderia fazer mais de um, dois por ano.”
Por fim, Atílio complementa que acredita que a igreja irá continuar apoiando a comunidade com o evento por muito tempo e afirma que não podem parar. “Por que não pode parar? Porque é uma ação social. Quando você fala de ação social, você entende que é o ano que vem, posteriormente, a gente continua esse projeto […] esse bairro precisa ser abraçado com amor, que é o amor de Jesus.”
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