Refugiados sírios podem 'cair em pecado' na Europa, diz revista do Estado Islâmico

De acordo a revista, os refugiados sírios e libaneses cometem pecado ao expor seus filhos ao ateísmo, drogas, álcool e banalidade sexual na Europa.

Fonte: Guiame, com informações de Christian TodayAtualizado: quinta-feira, 10 de setembro de 2015 21:17
Milhares de pessoas fugiram do Oriente Médio em barcos pequenos e frágeis. (Foto: MAIS)
Milhares de pessoas fugiram do Oriente Médio em barcos pequenos e frágeis. (Foto: MAIS)

 

De acordo com uma revista publicada por militantes do Estado Islâmico, os refugiados sírios e libaneses que vão para a Europa estão cometendo pecado ao expor seus filhos ao ateísmo, drogas, álcool e banalidade sexual — problemas considerados, por eles, como características sociais do continente.
 
Este ano, milhares de pessoas fugiram das regiões de conflito no Oriente Médio, principalmente as áreas apreendidas ou ameaçadas por militantes do Estado Islâmico na Síria, Iraque e Líbia. A cruzada dos refugiados pelo mar Mediterrâneo em direção a Europa tem sido feita em barcos pequenos e frágeis que, em algumas ocasiões, reviraram e deixaram centenas de mortos.

"Infelizmente, alguns sírios e libaneses estão dispostos a arriscar as vidas e as almas de seus filhos, sacrificando muitos deles durante a perigosa viagem para as terras europeias governadas pelas leis do ateísmo e da indecência", descreve um trecho da publicação da Revista Dabiq.

O texto aponta que a maioria das famílias que fogem para a Europa são de áreas governadas pelo presidente sírio Bashar al-Assad, ou de áreas curdas que estiveram em conflito contra o Estado Islâmico.

O ponto mais curioso é quando a revista ressalta que, aqueles que deixaram de se sujeitar ao domínio do Estado Islâmico, estavam cometendo um "pecado maior".

"Aqueles que, voluntariamente, deixam Darul Islam (as terras do islã) para Darul-kufr (as terras dos descrentes), cometem um pecado maior, pois é uma passagem para kufr (descrença) e uma porta aberta para que seus filhos e netos abandonem o islamismo e vão para o cristianismo, ateísmo, ou liberalismo", disse a publicação.

A Revista Dabiq acrescentou que a migração para as terras cristãs expõem os filhos e netos a uma "ameaça constante de prostituição, sodomia, drogas e álcool".

"Se eles caírem em pecado, eles vão esquecer a língua do Alcorão, o Árabe, ensinada a eles quando estavam na Síria, Iraque, Líbia e outros lugares, tornando o retorno à religião e seus ensinamentos mais difícil", argumenta a revista.
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