Pastor dos EUA promete doar US$ 50 mil para reconstruir orfanato incendiado por fulanis

O orfanato Binta, na Nigéria, abrigava 147 crianças, que perderam seus pais em ataques anteriores do Boko Haram e Fulani.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: segunda-feira, 9 de agosto de 2021 15:04
O orfanato Binta foi destruído em 2 de agosto de 2021. (Foto: Pastor Bill Devlin/Facebook).
O orfanato Binta foi destruído em 2 de agosto de 2021. (Foto: Pastor Bill Devlin/Facebook).

O pastor Bill Devlin, dos Estados Unidos, prometeu doar 50 mil dólares para a reconstrução de um orfanato incendiado por militantes fulanis na semana passada, na Nigéria. O orfanato Binta, na área de Jos do estado de Plateau, abrigava 147 crianças, que perderam seus pais em ataques anteriores do Boko Haram e Fulani. 

Devlin é co-pastor da Igreja Bíblica Infinita, em Nova York, e se identifica como um "humanitário internacional nas zonas de guerra”. “Graças a Deus, as crianças foram evacuadas antes da destruição por esses terroristas demoníacos”, afirmou o pastor em sua página no Facebook.

O orfanato Binta, apoiado pela ONG cristã Religious Freedom Coalition, foi atacado na última segunda-feira (26) por radicais fulani. A equipe e as crianças conseguiram escapar a tempo e estão a salvo. 

Segundo o vigia local do bairro onde o orfanato está localizado, os militantes chegaram ao escurecer do dia, por volta das 19h, e tiveram ajuda de militares. “Os Fulani tiveram o apoio do exército nigeriano. Eles foram escoltados pelo exército em três vans do exército. Nós os vimos de longe vindo em grande número. Os soldados não nos ajudaram. Eles permitiram que Fulani incendiasse nossas casas”, denunciou.

Conforme o relatório “Nigéria: Abordando a violência contra comunidades cristãs”, em 2018, os conflitos promovidos pelos fulanis foram seis vezes mais mortais do que os realizados pelo Boko Haram

Segundo o Portas Abertas, por causa do forte armamento e informações militares, acredita-se que os radicais fulanis sejam patrocinados por autoridades do governo da Nigéria. Muitos pastores andam armados para proteger seus rebanhos e são associados a estupros, roubos e violência comunitária.

De acordo com com Sociedade Internacional para as Liberdades Civis e o Estado de Direito (Intersociety, na sigla em inglês), uma ONG sediada na Nigéria, em apenas 200 dias, cerca de 3.462 cristãos já foram mortos por militantes Fulani e pelo grupo terrorista Boko Haram, no primeiro semestre de 2021.

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