Pastor diz que sentiu Deus 'ainda mais próximo' quando foi espancado por evangelizar

O pastor Karma Oraon foi espancado por extremistas hindus, que invadiram uma reunião de discipulado, mas não desistiu do ministério.

Fonte: Guiame, com informações do God ReportsAtualizado: terça-feira, 16 de janeiro de 2018 14:35
A Índia atualmente ocupa o 11º lugar no ranking de países com maiores índices de intolerância religiosa, listado pela Missão Portas Abertas. (Foto: In Touch International Mission)
A Índia atualmente ocupa o 11º lugar no ranking de países com maiores índices de intolerância religiosa, listado pela Missão Portas Abertas. (Foto: In Touch International Mission)

Quando os extremistas hindus na Índia disseram ao pastor Karma Oraon, que eles não parariam de espancá-lo até que ele adorasse ao 'deus macaco', foi justamente neste momento que ele sentiu sentiu Cristo ainda próximo.

"Naquele momento em que eles estavam me chutando e batendo em mim, senti que mesmo que eu morresse ali, o Senhor faria o ministério que eu deixaria para trás dar frutos", disse Pastor Oraon à Morning Star News. "Nós simplesmente havíamos começado a realizar algumas reuniões para louvar o nome de Jesus. Ele é a nossa força".

Seu pequeno grupo de oito pessoas estava meditando nas Escrituras na véspera de Natal às 10:30 da manhã na aldeia de Harmu, no distrito de Ranchi, no estado de Jharkhand, quando uma gangue de extremistas hindus - que eram o dobro do número de cristãos - invadiu o local da reunião com pedaços de pau nas mãos, gritando: "Adorem a Bajrang Bali". O nome citado pelos invasores é dos títulos dado nome ao popular 'deus macaco' Hanuman.

"Eles me arrastaram com força para fora da sala, quando estávamos no meio da meditação na Palavra de Deus", disse o pastor Oraon. "Eles gritaram muitas palavras agressivas e me bateram repetidamente no peito".

Enquanto o pastor era arrastado pelo colarinho, um dos extremistas hindus gravava a cena, pedindo aos seus cúmplices para também registrarem o momento e fazerem circular o vídeo, disseram fontes.

Os extremistas hindus repetidamente perguntavam ao pastor qual era seu nome, recusando-se a acreditar nele, pois seu nome é típico das pessoas tribais da área que praticam as religiões locais e não o cristianismo, disse ele. Eles o chamaram de idiota, deram-lhe uma bofetada e disseram que ele tinha que parar de mentir. Quando o pastor mostrou seu documento de identidade, os agressores rasgaram o documento original em pedaços.

"Eles me derrubaram no chão e disseram: 'Você é Oraon? Diga-nos o que deve fazer, sendo um Oraon? Você deveria seguir a religião adivasi [indígena] ou essa religião estrangeira?", contou o pastor à Morning Star News, lembrando-se do momento da agressão. "Eles me disseram: 'Desista imediatamente do cristianismo e abrace o Sarnaísmo [religião local] - se você não fizer isso, será brutalmente assassinado".

O pastor Oraon disse também que os agressores "alertaram" a congregação: "Todos os cristãos nesta área, cuidado! Não há lugar para o cristianismo aqui. Todos vocês devem abraçar o Sarnaísmo. Se alguém contrariar esta regra, sua casa será incendiada e será morto junto com sua família".

O grupo de extremistas expulsou o pastor da aldeia.

O jovem Chotu Munda, de 21 anos, disse que foi espancado quando tentou ajudar o pastor de 34 anos. Algumas mulheres cristãs também tentaram impedir os agressores, mas segundo o pastor, a gangue também reagiu com desrespeito a elas.

"Eles repreenderam as irmãs com uma linguagem muito vulgar, porque elas tentaram me ajudar", contou ele.

Naquela noite às 22h (horário local), o pastor Oraon foi a uma delegacia de polícia, mas os oficiais se recusaram a registrar a queixa contra os agressores.

"Nunca tive uma experiência de oposição quando preguei o evangelho ou visitei famílias para orar pelos doentes. Mas busco inspiração no meu Senhor Jesus. As pessoas ultrapassaram todos os limites para humilhá-Lo e crucificá-Lo, mas Ele pacientemente suportou Sua tortura por minha causa, pelos meus pecados", disse o pastor Oraon. "Eu sinto fortemente a presença de meu Senhor Jesus em tudo isso. Se Ele não tivesse me concedido a força para suportar, eu nunca poderia superar o que aconteceu".

Os cristãos da etnia adivasi em Jharkhand pediram orações pela liberdade religiosa na região.

A Índia atualmente ocupa o 11º lugar no ranking de países com maiores índices de intolerância religiosa, listado pela Missão Portas Abertas, estando a frente da Arábia Saudita, Nigéria e Egito.

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