Há 75 mil cristãos em prisões na Coreia do Norte, segundo estimativa

O país mais perigoso para ser um seguidor de Jesus continua prendendo, torturando e matando cristãos para apagar todos resquícios do cristianismo na nação.

Fonte: Guiame, com informações da CBN NewsAtualizado: quinta-feira, 21 de outubro de 2021 13:43
Cristãos na Coreia do Norte são presos, torturados e mortos. (Fonte: The Independent/Reprodução).
Cristãos na Coreia do Norte são presos, torturados e mortos. (Fonte: The Independent/Reprodução).

De acordo com a Missão Portas Abertas, há 75 mil cristãos em campos de prisioneiros na Coreia do Norte, tornando o país comunista o lugar mais perigoso para ser um seguidor de Jesus.

Um relatório da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) mostrou como a ditadura de Kim Jong Un continua perseguindo os crentes norte-coreanos, enquanto se esforça para esconder seus crimes.

"Os acusados por sua fé cristã muitas vezes enfrentam a execução ou são forçados a viver o resto de suas vidas em campos de prisioneiros políticos", relatou Inje Hwang, um investigador da Iniciativa do Futuro da Coreia, durante um evento da USCIRF, em setembro.

Segundo o relatório, o regime comunista promove atos de terror contra os cristãos com o objetivo de remover todos os vestígios do cristianismo no país e que "a campanha para exterminar todos os adeptos e instituições cristãs foi brutalmente eficaz".

O documento denuncia ainda que a polícia secreta da Coreia do Norte é frequentemente recompensada por prender crentes. “Uma vítima foi presa por posse de uma Bíblia, foi detida em confinamento solitário e espancada com uma haste de metal usada para limpar rifles”, disse Hwang.


Campo de prisão em Sinuiju, na Coreia do Norte. (Foto: DigitalGlobe/Getty Images).

Exibição da paranóia comunista

Na semana passada, durante uma exibição militar em comemoração ao 76º aniversário do Partido dos Trabalhadores da Coreia, o ditador Kim Jong Un prometeu criar soldados “invencíveis” para desafiar os Estados Unidos.

Na exibição, soldados norte-coreanos quebraram camadas de tijolos e vidro com o próprio corpo. A mídia estatal afirmou que a força desses soldados foi concedida pelo seu líder Kim Jong Un. No evento, também foram exibidos lançadores de foguetes, tanques e mísseis balísticos intercontinentais, incluindo um novo míssil hipersônico de longo alcance.

Enquanto isso, o povo da Coreia do Norte continua sofrendo com a escassez de alimentos e a economia débil. A ONU alertou que crianças e idosos no país possivelmente estão enfrentando a fome.

“Muitas pessoas que dependem do comércio e das atividades comerciais nas áreas de fronteira no norte do país perderam sua renda. O acesso das pessoas aos alimentos é uma preocupação séria e as crianças e idosos mais vulneráveis ​​correm o risco de morrer de fome”, disse Tomás Ojea Quintana, investigador das Nações Unidas, em relatório à Assembleia Geral da ONU.

Anthony Ruggiero, da Fundação para a Defesa das Democracias, afirmou que o regime comunista se preocupa apenas em manter a família Kim no poder. “Este é um regime que não se preocupa com o povo norte-coreano. Se o fizessem, não desperdiçariam dinheiro e recursos com esses sistemas de armas", disse Ruggiero ao CBN News.

 

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