Fulanis matam pastor e filho de 3 anos em ataque à base missionária na Nigéria

O pastor Leviticus Makpa servia como pastor e plantador de igrejas na remota aldeia de Kamberi, onde também fundou a primeira escola cristã.

Fonte: Guiame, com informações do God ReportsAtualizado: terça-feira, 1 de junho de 2021 15:21
O pastor Leviticus Makpa e seu filho foram mortos por muçulmanos fulani. (Foto: Reprodução/Facebook).
O pastor Leviticus Makpa e seu filho foram mortos por muçulmanos fulani. (Foto: Reprodução/Facebook).

Um missionário nigeriano e seu filho de apenas três anos foram mortos por muçulmanos fulani na Nigéria. 

No dia 21 de maio, a base missionária foi atacada a tiros pelos radicais, matando o pastor Leviticus Makpa, de 39 anos, e Godsend Makpa. Segundo a Morning Star News, a esposa do missionário e a outra filha do casal escaparam com vida. 

Leviticus servia como pastor e plantador de igrejas na remota aldeia de Kamberi, onde também fundou a primeira escola cristã, oferecendo acesso à educação ao povo Kamberi.  

Uma parceira de ministério, Folashade Obadan, relatou que o pastor enviou uma mensagem a ela enquanto os pastores fulani cercavam sua casa. 

“O pastor Leviticus Makpa me aconselhou a não telefonar, pois os fulanis cercaram sua casa e estavam atacando sua base missionária. Eu rapidamente enviei uma recarga para seu celular para que ele continuasse se comunicando comigo. Enquanto esperava por notícias dele, começamos a orar por sua proteção”, disse Obadan ao Morning Star News. 

Ela e seu marido só souberam da morte do pastor e de seu filho na manhã do dia seguinte ao ataque.

Um amigo e associado de missão de Leviticus, Samuel Solomon, afirmou que o pastor e sua família já tinham sido alvos de atentado por muçulmanos fulani certa vez, mas que tinham conseguido escapar. 

“Bandidos Fulani vieram contra eles, e a família se escondeu numa caverna para salvar suas vidas. E depois que eles saíram, ele voltou para o campo missionário com sua família; quantos de nós podemos fazer isso? ” testemunhou, Samuel. 

“Ele acabou perdendo sua vida e a de seu filho; a esposa e a filha escaparam. Ele sabia que sua vida estava em jogo, mas o fardo pelas almas não o deixaria fugir do campo”, declarou o amigo, durante um tributo a Leviticus. 

O líder também disse que tinha feito planos para apoiar a missão do pastor. “Ele veio e participou da última conferência cristã conosco, e tínhamos planejado adotá-lo como nosso missionário, mas dolorosamente ele se juntou à liga dos mártires no Céu. Seu sangue testificará sobre a terra e também contra a insegurança de um governo islâmico corrupto na Nigéria”, afirmou.

Para Samuel Solomon, o ataque cruel que o missionário e o filho foram vítimas é uma tentativa de aniquilar o cristianismo na região. 

“O pastor Leviticus não tinha dinheiro. A comunidade que ele atende não tem serviços sociais básicos fornecidos pelo governo. Então, o que os pastores estavam procurando? Definitivamente não poderia ser dinheiro, a missão deles era apagar a igreja”, denunciou.

O líder Benjamin Yeagar, outro associado da missão, disse que as igrejas da região necessitam de oração. 

“A igreja avança por meio do sangue dos santos. A coragem e a vida do pastor Levítico Makpa realmente me inspiraram. A igreja na Nigéria precisa de orações, especialmente aquelas em áreas de alto risco, como o Cinturão Médio e a parte norte do país”, disse Benjamin.

Pastores Fulani e o aumento da perseguição

Existem milhões de criadores de gado fulani na Nigéria e na faixa de Sahel. A maioria é mulçumana não-radical de diferentes clãs e linhagens, mas alguns fulanis tem aderido ao islamismo radical, conforme relatório do Grupo Parlamentar de Todos os Partidos para a Liberdade Internacional e Crença do Reino Unido (APPG, na sigla em inglês).

“Eles adotam uma estratégia comparável a Boko Haram e ISWAP [Província da África Ocidental do Estado Islâmico] e demonstram uma intenção clara de atingir os cristãos e símbolos poderosos de identidade cristã”, afirma o APPG.

Para os líderes cristãos da região, os fulani extremistas têm atacado a comunidade cristã no Cinturão Médio da Nigéria porque desejam tomar as terras dos crentes à força e impor o Islã, porque a desertificação tornou difícil criar os seus rebanhos.

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