Extremistas matam jovem evangelista por levar 5 adolescentes muçulmanos a Cristo em Uganda

O ataque foi uma retaliação de islâmicos locais ao trabalho evangelístico de Patrick e de seu pai Boaz, que ganhou cerca de 30 muçulmanos para Jesus.

Fonte: Guiame, com informações de Morning Star NewsAtualizado: quarta-feira, 15 de setembro de 2021 19:31
Dante Tambika foi brutalmente morto por um grupo de muçulmanos ao se recusar a negar sua fé. (Foto: Unsplash / Melissa Askew).
Dante Tambika foi brutalmente morto por um grupo de muçulmanos ao se recusar a negar sua fé. (Foto: Unsplash / Melissa Askew).

Extremistas muçulmanos no leste de Uganda assassinaram um jovem evangelista, de 19 anos, por se recusar a deixar a fé cristã, no final de agosto. Dante Tambika, também conhecido como Patrick, foi brutalmente espancado e estrangulado até a morte quando voltava de uma pescaria com amigos, próximo a aldeia de Nankodo 3.

No dia 31 de agosto, Patrick e mais três amigos cristãos foram ao lago Lemwa para pescar de barco. No caminho, eles perceberam que eram seguidos por um grupo de cinco muçulmanos conhecidos, que começaram a ameaçá-los.

“Eles tentaram nos provocar chamando-nos de infiéis e dizendo que iam nos esmagar assim como Alá fez com aqueles que costumavam atacar seu profeta, Muhammad”, disse Mukama, um dos amigos de Patrick que sobreviveu ao ataque.

Os cristãos não responderam às provocações dos jovens extremistas e embarcaram no barco e foram pescar. Duas horas depois, os amigos voltaram à margem do rio e foram atacados pelos mesmos cinco muçulmanos.

Um dos muçulmanos gritou o slogan jihadista “Alá Akbar [Allah é maior]”, contou Mukama  ao Morning Star News. “Do nada, vimos seis outros muçulmanos se aproximando de nosso barco de pesca, furiosos e proferindo palavras difamatórias contra nós. Disse aos meus amigos que estávamos com problemas e que cada um de nós devia preparar-se para a legítima defesa. Eu os conduzi em orações”.

Um dos extremistas entrou no barco e começou a agredir Patrick com uma vara. “Ele nos ordenou que acreditássemos em Alá, ou então eles nos matariam”, disse Mukama. Patrick respondeu que não podíamos renunciar ao Cristianismo, dizendo: 'Se você quer nos matar, nos mate, saiba que estamos prontos’”.

Então, Mukama perguntou a eles o porquê deveriam renunciar a Jesus. Um dos agressores respondeu que um cristão chamado Boaz (o falecido pai de Patrick, que foi um evangelista de sucesso na região) havia convertido muitos muçulmanos, incluindo seu irmão. 

“Outros pularam em nosso barco e começaram a nos espancar com paus. Eu pulei do barco e nadei para a costa. Fui seguido por meus outros dois amigos que sabiam nadar. Infelizmente, Patrick foi deixado nas mãos dos agressores porque ele não tinha habilidades de natação”, relatou Mukana. 

Ao chegar na costa, os amigos pediram ajuda, mas quando eles e outros voltaram para socorrer Patrick, os extremistas já haviam fugido. O corpo do jovem foi encontrado no rio no dia seguinte. Ele foi estrangulado e amarrado com uma corda. O ataque é mais um caso de perseguição religiosa em Uganda.

O pai de Patrick o ensinou a evangelizar e o jovem levou cinco adolescentes muçulmanos a Cristo, provocando a ira de uma clã islâmico da região, que passou a monitorá-lo. Antes de morrer em 2019, Boaz ganhou para Jesus um líder comunitário e cerca de 30 muçulmanos locais.

De acordo com o Morning Star News, vários dos ex-muçulmanos que se tornaram cristãos deixaram a região, após serem ameaçados. 


Multidões no Lago Lemwa, aguardam a recuperação do corpo de Tambika, morto na noite anterior. (Foto: Morning Star News).



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