
O mês de janeiro registrou um crescimento dos crimes de ódio anticristãos na Europa, de acordo com o Observatório sobre Intolerância e Discriminação contra Cristãos na Europa (OIDAC).
O grupo aponta o registro de 39 crimes de ódio anticristãos, que na maioria dos casos tiveram como alvo locais de culto e símbolos religiosos, e não pessoas.
Foram registrados 18 casos de vandalismo, 10 incêndios criminosos, cinco episódios de profanação e quatro roubos de símbolos religiosos.
Três casos envolveram violência contra cristãos, incluindo uma agressão a um pregador de rua na Holanda.
Dez dos incidentes foram registrados na Itália, oito na Alemanha e sete na França. Outros sete países apontam pelo menos um incidente.
A OIDAC destacou que janeiro apresentou um número excepcionalmente elevado de ataques por incêndio criminoso, a maioria concentrada na Alemanha e na Itália.
Fora da União Europeia, foram registrados dois incidentes no Reino Unido e um na Ucrânia.
Perseguição anticristã
Um dos casos no Reino Unido envolveu a proibição, por parte da polícia, de uma “Caminhada com Jesus” planejada para acontecer em Whitechapel, devido ao risco de distúrbios graves decorrentes de uma reação hostil da população majoritariamente muçulmana da região.
Recentemente, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que reafirma sua oposição a todas as formas de preconceito e discriminação, incluindo a perseguição anticristã.
Os parlamentares reconhecem a falha em nomear um coordenador para tratar da cristianofobia, apesar de já contar com um coordenador plenamente estruturado para o combate à islamofobia. A resolução foi bem recebida pela OIDAC.
O grupo afirmou que “o Parlamento Europeu não apenas reconhece a escala global da perseguição anticristã, como também destaca uma assimetria institucional na atual estrutura antidiscriminatória da União Europeia”.
Números maiores
Embora os 39 incidentes registrados sejam descritos como um “aumento”, é possível que o número real de crimes de ódio anticristãos seja significativamente maior, já que um relatório publicado no ano passado indica que esses crimes são frequentemente “minimizados, subnotificados ou politicamente ignorados.”
Dados publicados anteriormente pela OIDAC indicam que, em 2024, ocorreram mais de 2.200 crimes de ódio anticristãos na Europa, o que representa uma média mensal superior a 180 casos.
A diretora da OIDAC, Anja Tang-Hoffmann, afirmou que os dados mais recentes “apontam para a necessidade de monitoramento contínuo, da adoção de medidas preventivas eficazes e de respostas proporcionais por parte das autoridades policiais.”
“Garantir a proteção dos locais de culto e o exercício livre e seguro da religião continua sendo uma obrigação fundamental dos Estados, de acordo com os padrões europeus de direitos humanos, e um componente essencial da coesão social e do pluralismo”, afirmou ela.
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