Cristãos perseguidos serão ouvidos em cúpula sobre liberdade religiosa nos EUA

Asia Bibi, Andrew Brunson e Mariam Ibraheem estão entre os palestrantes confirmados.

Fonte: Guiame, com informações de Christian PostAtualizado: terça-feira, 13 de julho de 2021 12:17
O Embaixador Geral para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, em uma recepção em homenagem aos ganhadores do Prêmio Internacional de Liberdade Religiosa inaugural, em 2019. (Foto: Departamento de Estado)
O Embaixador Geral para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, em uma recepção em homenagem aos ganhadores do Prêmio Internacional de Liberdade Religiosa inaugural, em 2019. (Foto: Departamento de Estado)

Uma reunião de cúpula bipartidária de três dias começa nesta terça-feira (13), em Washington, para tratar de assuntos relacionados às minorias religiosas perseguidas.

Defensores e políticos buscam dar continuidade ao ímpeto estabelecido pelos dois ministros do Departamento de Estado dos EUA, que promovem a liberdade religiosa em todo o mundo.  

Co-presidido pelo ex-embaixador-geral para Liberdade Religiosa Internacional e ex-governador do Kansas, Sam Brownback, o encontro reunirá indivíduos de mais de 30 tradições religiosas e aumentará a “consciência pública e a força política para o movimento internacional de liberdade religiosa”.

Com dezenas de palestrantes, a conferência será realizada no histórico Omni Shoreham Hotel e também existe a opção virtual de participação. 

Entre os oradores estão a presidente da Câmara Nancy Pelosi, o ex-secretário de Estado Mike Pompeo, a administradora da USAID Samantha Power, a diretora executiva de Parcerias de Vizinhança Melissa Rogers, o diretor do escritório religioso da USAID, Adam Phillips e o Dalai Lama.

Outros palestrantes confirmados incluem Asia Bibi, que passou quase uma década no corredor da morte por blasfêmia no Paquistão, Mariam Ibraheem, uma cristã sudanesa condenada à morte por apostasia no Sudão, o ativista dos direitos civis Chen Guangcheng, que foi colocado em prisão domiciliar na China por seu ativismo e a sobrevivente do Boko Haram, Joy Bishara. 

“É preciso defender o direito de liberdade”

“Mais uma vez, a energia em torno da liberdade religiosa excedeu em muito nossas expectativas”, disse Brownback. 

“Esta liberdade é um direito humano fundamental e universal, essencial para o florescimento pessoal e social. Estamos maravilhados e emocionados com o incrível compromisso de pessoas de todo o mundo que se juntarão a nós — muitas das quais estão arriscando suas vidas ao fazê-lo — para defender a liberdade religiosa para todos, em todos os lugares, o tempo todo”, enfatizou.

Brownback disse em entrevista ao Christian Post que a cúpula tem como objetivo “ampliar o conjunto de relacionamentos que as pessoas têm na promoção da liberdade religiosa e trazer mais visibilidade e apoio ao tópico”. 

“É melhor para um muçulmano defender a liberdade religiosa no Oriente Médio, onde eles são a maioria. Precisamos que os cristãos se posicionem em lugares onde são maioria e o povo judeu se posicione pela liberdade religiosa onde eles são maioria”, apontou.

O ex-senador dos Estados Unidos e funcionário do Departamento de Estado de Trump expressou o desejo de estabelecer "mais dessas relações religiosas que defendam a liberdade religiosa de cada um", descrevendo esse objetivo como uma peça-chave do que esta cúpula tentará estabelecer.

Uma carta de liberdade religiosa

Um texto especial redigido pela cúpula, intitulado "Uma Carta de Liberdade Religiosa" foi lançado para declarar que "todos os governos, todas as comunidades religiosas e todas as organizações políticas e da sociedade civil do mundo devem se esforçar para alcançar a liberdade de religião e consciência, para todos, em qualquer lugar, protegidos pela lei e valorizados pela cultura”. 

“Estou fazendo isso porque acho que precisamos ter cúpulas de liberdade religiosa lideradas pela sociedade civil aqui e ao redor do mundo”, disse Brownback.

“Acho que precisamos fazer isso onde não dependam de quem está em posição de autoridade no governo. Os grupos da sociedade civil apóiam a liberdade religiosa ano após ano, independentemente de quem ocupa a presidência, e precisamos dessa consistência de esforço e mensagem da sociedade civil e dos grupos religiosos”, continuou.

Brownback alertou que “se não conseguirmos liberdade religiosa para todos, veremos um choque de civilizações. E veremos isso cada vez mais no mundo”, disse. 

A cúpula segue os passos ministeriais do Departamento de Estado de Trump, promovendo a liberdade religiosa em 2018 e 2019. Os eventos foram apresentados como as maiores cúpulas de liberdade religiosa da história mundial. 

Eles aconteceram quando Brownback serviu como chefe do Escritório de Liberdade Religiosa Internacional do Departamento de Estado, de onde ele deixou o cargo quando o presidente Joe Biden assumiu o poder. “Não achei apropriado ficar e também não me convidaram”, lembrou.

Ele elogiou o governo Biden por continuar a julgar o tratamento dado ao genocídio dos uigures, na China, ao mesmo tempo em que expressou esperança de que o governo nomeie alguém para ocupar seu cargo anterior em breve. 

Brownback também elogiou a Cúpula Internacional de Liberdade Religiosa de 2021 por ser liderada pela sociedade e revelou que  o evento já teve os ingressos esgotados, considerando a limitação da capacidade total de participantes devido às restrições por conta da pandemia.

De acordo com a programação, a terça-feira servirá como dia de defesa do Congresso e quarta-feira terá várias sessões plenárias e eventos paralelos. A quarta-feira começará com comentários de Asia Bibi, que foi absolvida do corredor da morte do Paquistão em 2018. Ela vai compartilhar seu testemunho de perseguição e triunfo, durante o café da manhã patrocinado pelo Fundo Barnabas, uma agência de ajuda para a Igreja Perseguida.

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