China prende 5 cristãos por participarem de conferência com Tim Keller

Os crentes viajaram juntos para a Malásia em 2020, legalmente com seus passaportes válidos, para participar da conferência internacional Evangelho e Cultura KL2020.

Fonte: Guiame, com informações do The Christian Post Atualizado: segunda-feira, 2 de agosto de 2021 15:11
A perseguição religiosa na China se intensificou em 2020, com milhares de cristãos afetados. (Foto: Greg Baker/Getty Images).
A perseguição religiosa na China se intensificou em 2020, com milhares de cristãos afetados. (Foto: Greg Baker/Getty Images).

As autoridades do Partido Comunista Chinês (PCC) prenderam cinco cristãos da província de Shanxi por participarem de uma conferência cristã na Malásia no ano passado, onde os pastores Timothy Keller e D. A. Carson foram palestrantes. 

De acordo com o International Christian Concern (ICC), no dia 26 de julho, os crentes da Igreja Reformada de Xuncheng, na cidade de Taiyuan, foram presos por participarem da conferência “Evangelho e Cultura KL 2020”, organizada pelo pastor chinês indonésio Stephen Tong. 

Segundo An Yankui, um pregador da igreja, dois dos membros detidos foram presos enquanto buscavam seu companheiro de ministério, Zhang Ligong, que havia sido libertado após 15 dias de detenção por sua fé cristã. Os outros três cristãos foram presos em suas casas.

Os cinco crentes viajaram juntos, legalmente com seus passaportes válidos, para a Malásia em 2020, para participar da conferência internacional, entre os dias 28 a 31 de janeiro.

Entre os palestrantes do evento, estavam o famoso teólogo e autor best-seller, Tim Keller e Carson, professor emérito de Novo Testamento na Trinity Evangelical Divinity School e co-fundador da The Gospel Coalition.

O pregador An Yankui pediu que os cristãos em todo o mundo orassem pelos cinco irmãos. “Que Deus nunca abandone seus filhos e continue a conceder misericórdia à sua igreja no caminho que carrega a cruz”, escreveu ele no Facebook.

O Gerente Regional da ICC para o Sudeste Asiático, Gina Goh, explicou que o governo chinês teme o relacionamento dos cristãos chineses com crentes do exterior. 

“Pequim é paranóica sobre a interação dos cristãos chineses com os cristãos no exterior. Como resultado, eles estão penalizando os cristãos para impedi-los de 'receber influência estrangeira'. É uma pena que o governo chinês manipule constantemente as leis para violar a liberdade religiosa de seus cidadãos”, afirmou Goh.

De acordo com relatórios divulgados recentemente, a perseguição religiosa na China se intensificou em 2020, com milhares de cristãos afetados pelo fechamento de igrejas e outros abusos dos direitos humanos.



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