Trump se reúne com líderes de Israel para apresentar detalhes do “acordo de paz”

O primeiro-ministro de Israel e o líder da oposição estão em Washington nesta segunda-feira (27) para saber detalhes do plano dos EUA para o Oriente Médio.

fonte: Guiame, com informações do The Guardian e Times of Israel

Atualizado: Segunda-feira, 27 Janeiro de 2020 as 10:01

Donald Trump e Benjamin Netanyahu com a proclamação das Colinas de Golã após uma reunião na Casa Branca. (Foto: Brendan Smialowski/AFP via Getty Images)
Donald Trump e Benjamin Netanyahu com a proclamação das Colinas de Golã após uma reunião na Casa Branca. (Foto: Brendan Smialowski/AFP via Getty Images)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, irá se reunir nesta segunda-feira (27) com líderes israelenses na Casa Branca para divulgar detalhes de seu tão esperado “acordo de paz” entre israelenses e palestinos.

Trump se encontrará com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e seu adversário eleitoral, Benny Gantz, no Salão Oval para negociações. Washington convidou o líder da oposição para garantir que o próximo líder de Israel, após as eleições de 2 de março, estará por dentro do acordo.

O convite aos líderes israelenses foi feito na semana passada pelo vice-presidente dos EUA, Mike Pence, durante visita a Jerusalém para o Fórum Mundial do Holocausto. Antes de partir para Washington, Netanyahu disse que esperava “fazer história”.

A reunião, que será a primeira de Gantz com o presidente dos EUA, será fechada à imprensa.

Poucos aspectos políticos do acordo de paz foram divulgados, além de um plano econômico apresentado em junho de 2019, que buscava arrecadar dinheiro dos países do Golfo para financiar o projeto. 

O plano foi elaborado por Jared Kushner, genro de Trump e conselheiro da Casa Branca, com a colaboração do embaixador dos EUA em Israel, David Friedman, um defensor vocal dos assentamentos israelenses.

O governo Trump conversou brevemente com os palestinos, que rejeitaram o acordo de paz antes de seu lançamento.

O acordo de paz deve favorecer fortemente Israel, de acordo com o jornal israelense Times of Israel, permitindo anexar grande parte dos assentamentos da Cisjordânia e a soberania em Jerusalém. No entanto, é improvável que o plano tenha apoio internacional se prejudicar a perspectiva de uma solução de dois estados.

No Twitter, porém, Trump fez um alerta sobre as alegações da imprensa: “Os relatórios sobre os detalhes e o cronograma de nosso plano de paz são puramente especulativos”.

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