MENU

Israel

Porta-voz do Exército de Israel agradece evangélicos: ‘É preciso coragem para nos apoiar’

Após conceder entrevista exclusiva ao Guiame, Rafael Rozenszajn explicou que suas visitas às igrejas brasileiras também representam uma forma de agradecer pelas orações e pelo apoio dedicado a Israel.

Fonte: Guiame, Adriana BernardoAtualizado: quinta-feira, 8 de outubro de 2026 às 13:35
Major da reserva Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI). (Foto: Instagram)
Major da reserva Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI). (Foto: Instagram)

Durante uma palestra na Igreja Batista de Perdizes, em São Paulo, o major da reserva Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI) para países de língua portuguesa, revelou uma das principais motivações de suas frequentes visitas às igrejas evangélicas brasileiras: agradecer pelo apoio a Israel, especialmente desde os ataques de 7 de outubro de 2023.

Segundo Rafael, que concedeu entrevista exclusiva ao Guiame, essa postura está ligada a um princípio profundamente valorizado pelo povo judeu chamado Hakarat HaTov, expressão hebraica que significa “reconhecer o bem”.

O conceito se refere à responsabilidade de reconhecer a bondade recebida e honrar aqueles que a praticaram.

“Nós temos essa qualidade de sempre buscar reconhecer quem faz bondade com nosso povo”, afirmou Rafael.

O major destacou que, em um dos momentos mais difíceis enfrentados por Israel, viu cristãos evangélicos se mobilizarem em oração e demonstrarem publicamente seu apoio ao país.

“Vimos a comunidade evangélica se levantar em oração, demonstrando apoio com coragem e determinação”, disse.

Para Rafael, manifestar esse apoio em meio às críticas internacionais dirigidas a Israel exige posicionamento.

“É preciso realmente muita coragem, porque Israel é acusado de genocídio, de agir de forma desproporcional – e não é simples orar por um Estado que carrega tantas acusações. Mesmo assim, há pessoas que permanecem firmes, dispostas a apoiar Israel apesar de toda a pressão. Isso não é trivial”, declarou.

“Por isso, faço questão de visitar as comunidades evangélicas, principalmente para agradecer”, acrescentou.

‘Reconhecer o bem’

Durante a palestra, Rafael recorreu à narrativa bíblica do Livro de Êxodo para explicar o significado de Hakarat HaTov.

Antes da saída dos israelitas do Egito, Deus ordenou a Moisés que dissesse a Arão para estender seu cajado sobre as águas, transformando-as em sangue, na primeira das dez pragas (Êxodo 7:19-20).

Embora o texto bíblico não apresente a razão para Arão executar a ordem, a tradição judaica associa o episódio ao princípio da gratidão: Moisés não deveria ferir as águas que haviam participado de sua preservação quando ainda era um bebê.

Conforme o relato de Êxodo, a mãe de Moisés o colocou em um cesto entre os juncos às margens do Nilo para protegê-lo do decreto de Faraó contra os meninos hebreus (Êxodo 2:1-10).

“O Nilo foi onde Moisés foi salvo; ele precisava demonstrar Hakarat HaTov, reconhecer a bondade do rio que o preservou”, explicou Rafael.

Nessa interpretação da tradição judaica, Arão foi o agente da primeira praga porque Moisés tinha uma espécie de dívida de gratidão com as águas que haviam contribuído para sua sobrevivência.

O exemplo, segundo Rafael, ensina que a gratidão não deve depender apenas das circunstâncias, mas fazer parte da maneira como o povo judeu reconhece aqueles que lhe fizeram o bem.

Apoio em tempos difíceis

Rafael relacionou esse princípio diretamente à postura que afirma ter encontrado entre os evangélicos desde o início da guerra desencadeada pelos ataques de 7 de Outubro.

Para o major, reconhecer aqueles que se levantaram em oração e manifestaram solidariedade a Israel em um período de forte pressão internacional é uma aplicação contemporânea de Hakarat HaTov.

É também por esse motivo que, durante suas passagens pelo Brasil, ele inclui igrejas e comunidades cristãs em sua agenda de palestras, onde fala sobre Israel, o 7 de Outubro e os desafios de comunicação enfrentados pelo país.

Em sua atual passagem pelo Brasil, Rafael também está lançando seu segundo livro, “10 Leis da Comunicação Estratégica”. A obra sucede “Guerra de Narrativas” e apresenta princípios sobre como construir credibilidade, proteger reputações, enfrentar crises e fazer com que uma mensagem não seja apenas ouvida, mas compreendida.

Para o porta-voz, porém, a presença nas igrejas possui um significado que vai além das palestras: é uma oportunidade de colocar em prática o princípio que apresentou aos cristãos brasileiros.

“Nós temos essa qualidade de sempre buscar reconhecer quem faz bondade com nosso povo”, reiterou.

Contribua mensalmente
com o GUIA-ME.

Somos um meio de comunicação cristão. Trabalhamos para informar com clareza e exatidão, sustentados por apuração responsável, revisão criteriosa e compromisso editorial.

Não atuamos como influenciadores de opinião, mas como jornalistas comprometidos com a verdade e os princípios de uma cosmovisão cristã.

Torne-se um apoiador
Siga-nos

Mais do Guiame

Davi o Filme

O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições