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Israelenses que foram vítimas de massacre são homenageados na estreia das Olimpíadas

Duas viúvas que estavam presentes não puderam conter suas lágrimas. “Este é o momento que esperávamos”.

Fonte: Guiame, com informações de The Times of IsraelAtualizado: sexta-feira, 23 de julho de 2021 15:25
Os porta-bandeiras de Israel durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, 23 de julho de 2021. (Foto: Ben Stansall/AFP)
Os porta-bandeiras de Israel durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, em Tóquio, 23 de julho de 2021. (Foto: Ben Stansall/AFP)

A cerimônia de abertura para as Olimpíadas de Tóquio 2020, nesta sexta-feira (23), incluiu uma homenagem oficial aos atletas israelenses que morreram no ataque terrorista, nas Olimpíadas de 1972.

O grande evento esportivo de 2020 foi adiado por um ano, por conta das restrições da pandemia por Covid-19, que atingiu quase todos os países do mundo. O data original seria no dia 24 de julho de 2020.

Um momento de silêncio foi oferecido dentro do estádio, ao lado de uma apresentação de dança em homenagem às onze vítimas. “Este é o momento que esperávamos”, disseram as viúvas dos atletas.

Há 49 anos, a delegação israelense foi atacada nos Jogos de Munique, quando terroristas palestinos, do grupo Setembro Negro, invadiram as acomodações dos atletas, matando dois deles e levando nove reféns, que também foram mortos durante um tiroteio dos terroristas com a polícia. Os criminosos exigiam a libertação de centenas de prisioneiros palestinos, na ocasião.

Sobre a homenagem

“Em particular, nos lembramos daqueles que perderam suas vidas durante os jogos olímpicos — um grupo que ainda ocupa um lugar forte em todas as nossas memórias, os membros da delegação de Israel nos Jogos Olímpicos de Munique 1972”, disse o locutor.

Atletas israelenses

As 11 vítimas foram David Berger, Ze'ev Friedman, Yoseff Gutfreund, Moshe Weinberg, Yoseff Romano, Mark Slavin, Eliezer Halfin, Yakov Springer, Andre Spitzer, Amitzur Shapira e Kehat Shorr. 

Eles deveriam participar de eventos que incluíam luta livre, esgrima, levantamento de peso e atletismo. As famílias das vítimas de Munique fazem campanha há anos por um maior reconhecimento público dos atletas mortos, por parte do Comitê Olímpico Internacional (COI).

O COI enfrentou críticas  por se recusar a manter um momento de silêncio para as vítimas israelenses durante a abertura dos Jogos de Londres de 2012, 40 anos após o ataque.

As viúvas Ankie Spitzer e Ilana Romano estiveram na cerimônia desta sexta-feira. “Finalmente, houve justiça para os maridos, filhos e pais assassinados em Munique”, disseram as duas em comunicado.

Viúvas dos atletas
Ankie Spitzer e Ilana Romano, viúvas de Andre Spitzer e Yoseff Romano, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em 23 de julho de 2021. (Foto: Reprodução/Times of Israel)

“Passamos 49 anos de luta e nunca desistimos. Agora não podemos conter nossas lágrimas”, revelaram. 

Ankie Spitzer e Ilana Romano, viúvas de Andre Spitzer e Yoseff Romano, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, em 23 de julho de 2021. (Foto: Reprodução/Times of Israel)

Em 2016, uma cerimônia em memória dos atletas foi realizada, pela primeira vez, durante os Jogos do Rio, mas não durante a abertura. Thomas Bach, o presidente alemão do COI, havia prometido esse momento às famílias e foi fiel à sua palavra. 

Com duas viúvas das vítimas e vários membros da equipe israelense observando, Bach disse que o massacre de Munique “foi um ataque não apenas aos nossos companheiros olímpicos, mas também um ataque aos valores que a Vila Olímpica representa”, disse.

Igal Carmi, chefe do Comitê Olímpico Israelense, disse que Israel estava grato pelo tributo de 2021. “O Comitê Olímpico Internacional cumpriu os anseios das famílias das 11 vítimas israelenses de Munique e as comemorou corajosamente na cerimônia de abertura”, concluiu.

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