
Apesar da guerra e da instabilidade em Israel, cristãos seguem pregando Jesus mesmo em meio a explosões de mísseis, às vésperas da Páscoa judaica, celebrada em 1º de abril.
O pastor Avi Mizrachi, fundador da Congregação Adonai Roi, em Tel Aviv, e do ministério Dugit, afirmou que os cerca de 100 membros da igreja devem celebrar a Páscoa em casa, já que é perigoso se reunir em público.
Segundo ele, o governo limitou os encontros a no máximo 50 pessoas e exige a presença de um abrigo antibombas próximo, capaz de acomodar todos os participantes. Por causa da guerra, os cultos e reuniões de oração têm sido realizados pela internet.
“Estamos em guerra, e temos foguetes e mísseis caindo todos os dias. É um verdadeiro desafio. Fazemos planos, mas não temos controle do tempo, porque as coisas podem mudar a qualquer momento”, disse Mizrachi à Baptist Press.
Sobre a celebração de Páscoa, ele disse: “Contamos a história do grande êxodo do Egito e de como Deus nos salvou, nos resgatou das mãos dos egípcios e abriu o Mar Vermelho. Declaramos a soberania e a autoridade do Senhor em meio a tudo isso e cremos que Deus continuará realizando milagres”.
‘Oramos uns pelos outros’
Para muitos líderes cristãos, os conflitos aumentam o senso de urgência para compartilhar o Evangelho no país. Segundo Mizrachi, a guerra tem tornado muitas pessoas mais abertas a ouvir sobre Jesus.
Os ministérios locais têm aproveitado esse cenário para evangelizar e oferecer ajuda humanitária, com a distribuição de alimentos e Bíblias. Líderes de diferentes denominações cristãs também têm se unido para compartilhar o Evangelho com os perdidos.
“Somos uma minoria tão pequena aqui na terra de Israel. Precisamos uns dos outros. Acreditamos nos princípios básicos da nossa fé. Oramos uns pelos outros e queremos ver (os cristãos israelenses) trabalhando juntos pelo reino até que todo o Israel seja salvo”, declarou o pastor.
“Sou um judeu crente. Sou seguidor do Messias, Jesus, Yeshua e é isso que precisamos comunicar às pessoas. O Evangelho saiu de Jerusalém e foi levado às nações para trazer salvação a todos”, acrescentou.
‘Todo o Israel é uma zona de guerra’
A Baptist Press informou que desde 28 de fevereiro, dezenas de milhares de sirenes já tocaram em Israel, alertando a população para correr para abrigos.
As forças de defesa do país conseguiram interceptar cerca de 92% dos mísseis lançados, mas os que atingem o território causam grandes danos.
Israel também enfrenta ataques vindos do Líbano, com centenas de bombardeios feitos pelo grupo terrorista Hezbollah.
Segundo relatório do site WarDeathCount.live, divulgado em 22 de março, desde o fim de fevereiro, pelo menos 18 civis morreram e mais de 4.800 ficaram feridos. Cerca de 3.500 pessoas tiveram que deixar suas casas e estão em abrigos temporários.
Mizrachi contou que o deserto no sul de Israel costuma ser menos atingido, já que os ataques miram áreas residenciais. Ainda assim, no dia 21 de março, dois mísseis atingiram Dimona e Arad, no deserto do Negev, e deixaram cerca de 200 feridos.
Por causa disso, o Ministério da Educação de Israel cancelou as aulas presenciais em todo o país nos dias 22 e 23 de março, informou o Instituto para o Estudo da Guerra.
“Todo o Israel é uma zona de guerra. Esta é a vida que estamos vivendo. Todos os dias, temos que confiar em Deus. E durante este período, tudo o que podemos fazer é orar e pedir a proteção do Senhor. Ele é uma fortaleza e um escudo. Oramos para que seus anjos nos protejam”, concluiu o pastor.
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