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Arqueólogos remontam sala da última ceia de Jesus em 3D; confira

Durante a produção do projeto, importantes símbolos como o 'Leão de Judá' e 'Agnus Dei' foram encontrados.

Fonte: Guiame, com informações da CBN NewsAtualizado: sexta-feira, 12 de abril de 2019 12:32
Última Ceia, por Leonardo da Vinci. (Imagem: Wikimedia Commons)
Última Ceia, por Leonardo da Vinci. (Imagem: Wikimedia Commons)

Arqueólogos israelenses deram nova vida à antiga sala de pedra que tradicionalmente se acredita ser o local da Última Ceia de Jesus no Monte Sião, em Jerusalém.

As antigas muralhas do Cenáculo, com superfícies desgastadas e pouca iluminação dificultaram o estudo de sua história pelos pesquisadores. Milhares de turistas cristãos vão ao local todos os anos para visitar a possível localização da Última Ceia. A tradição judaica diz que a sala foi construída acima do local do enterro do rei Davi.

A Reuters informou que arqueólogos da Autoridade de Antiguidades de Israel e instituições de pesquisa européias usaram tecnologia de laser e fotografia avançada para criar modelos tridimensionais incrivelmente detalhados do salão.

"Conseguimos chegar a todos os cantos do edifício. Conseguimos criar modelos 3D desse lugar maravilhoso e santificado", disse o arqueólogo Amit Re'em à Reuters sobre o projeto, que começou em 2016. "Trabalhamos em um dos ... lugares mais sagrados em Jerusalém, para usar essa tecnologia e isso é um avanço".

A tecnologia ajudou a descobrir obras de arte antigas nas paredes e decifrar símbolos religiosos. Re'em disse que eles encontraram símbolos do "Leão de Judá" e do "Angus Dei", um cordeiro que representa Jesus.

"Eles ajudam a contar a história desta sala", Reem disse.

"Isso entrega a mensagem da Última Ceia, Cristo como um Messias, como vitorioso, como um cordeiro — e o leão, o leão é um símbolo da dinastia davídica. Eles se combinam nesta sala", acrescentou.

Na tradição cristã, o local significa mais do que a sala da Última Ceia. Foi também a sala onde os primeiros crentes encontraram o Espírito Santo no dia de Pentecostes.

O edifício cheio de arcos no teto foi renovado até sua forma atual, em 1335 pelos monges franciscanos.

Ilya Berkovich, historiador do Instituto de Pesquisa da Academia Austríaca de Ciências (INZ) que trabalhou no projeto, disse que iniciativa abre "incrivelmente novos horizontes" com potencial para futuros estudos.

 

Clique abaixo para ver imagens da montagem em 3D:

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