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Ambulâncias judaicas são incendiadas em Londres; grupo terrorista reivindica autoria

Os veículos foram incendiados em frente à Sinagoga Machzike Hadath por um grupo terrorista que teria ligações com facções apoiadas pelo Irã.

Fonte: Guiame, com informações do Jerusalem PostAtualizado: segunda-feira, 23 de março de 2026 às 16:20
As quatro ambulâncias pertenciam ao Hatzola Northwest, instituição de caridade que apoia a comunidade judaica no Reino Unido. (Captura de tela/Instagram/Metrópoles)
As quatro ambulâncias pertenciam ao Hatzola Northwest, instituição de caridade que apoia a comunidade judaica no Reino Unido. (Captura de tela/Instagram/Metrópoles)

Quatro ambulâncias do grupo Hatzola foram destruídas durante um incêndio criminoso na madrugada desta segunda-feira (23) no bairro de Golders Green, no norte de Londres.

A Hatzola é uma organização voluntária sem fins lucrativos que responde a emergências médicas.

 
 
 
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De acordo com a polícia metropolitana, imagens de vigilância mostram homens encapuzados despejando gasolina sobre os veículos antes de atearem fogo e fugirem do local.

Apesar da gravidade do ataque, não houve feridos, embora explosões nos cilindros das ambulâncias tenham causado danos a prédios próximos.

Em declaração pública, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer condenou o ocorrido e acrescentou: “Meus pensamentos estão com a comunidade judaica [...] Antissemitismo não tem lugar em nossa sociedade.”

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que o ataque está sendo tratado como um crime de ódio antissemita.

A superintendente da Polícia Metropolitana, Sarah Jackson, afirmou que as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas e que as gravações que circulam online são de conhecimento das autoridades, acrescentando que, apesar de ainda não haver prisões, acredita‑se no envolvimento de três suspeitos.

A ação, que ocorreu em frente à Sinagoga Machzike Hadathfoi, foi reivindicada por um grupo xiita recém-formado, identificado como Ashab al-Yamin, que teria ligações com facções apoiadas pelo Irã.

Em material divulgado online, o grupo indicou que o alvo principal seria uma sinagoga próxima:

"A Sinagoga Machzike Hadath é um dos centros mais importantes do judaísmo ortodoxo [...] e um dos principais bastiões de apoio a Israel na Grã-Bretanha".

Reações

Autoridades e representantes da comunidade judaica reagiram com preocupação.

A embaixada de Israel no Reino Unido afirmou que o episódio é resultado de “anos de ódio tolerado à vista de todos” e advertiu que “silêncio e inação não são mais uma opção”.

Mark Gardner, diretor executivo do Community Security Trust, que assessora os cerca de 290.000 judeus da Grã-Bretanha em questões de segurança, disse que os incêndios tinham um “paralelo óbvio com ataques incendiários antissemitas semelhantes ocorridos recentemente em Liège, Roterdã e Amsterdã”.

Já o prefeito de Londres, Sadiq Khan, anunciou o reforço do policiamento na região enquanto as investigações seguem em andamento.

O ataque ocorre em um contexto de aumento global de incidentes antissemitas, fenômeno que tem sido monitorado por organizações internacionais.

 

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