Perguntas que as crianças fazem sobre sexo

Perguntas que as crianças fazem sobre sexo

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:24

À medida em que vão crescendo, as crianças fazem perguntas mais elaboradas. “O importante, seja em que fase for, é que os pais digam sempre a verdade”, orienta a psicóloga e psicopedagoga Marina Almeida, consultora de Educação Inclusiva do Instituto Inclusão Brasil, acrescentando: “Fale sempre no vocabulário que a criança entenda, de uma forma lúdica, sem jamais repreender o pequeno por que tal pergunta foi feita:”

Veja nos quadros a seguir algumas das perguntas mais comuns feitas pelas crianças e como elas se comportam, de acordo com a idade, segundo Marina Almeida:

Aos 2 anos:

Normalmente, as primeiras perguntas dos filhos nessa idade estão relacionadas à identidade (ser homem ou mulher) e aos diferentes tamanhos e formas:

– Papai, por que o seu pênis é grande e o meu é pequeno?

– Por que a mamãe faz xixi sentada e eu de pé?

– Por que não posso fazer xixi onde eu quiser?

– Por que não posso dormir com vocês?

– Posso ver você pelado?

De 3 a 4 anos:

A criança é muito ativa, já passou pelo processo de descobertas, e cabe aos pais impor limites entre o que pode e o que não pode. O desenvolvimento da linguagem é mais intenso, passa a ouvir e compreender melhor o que lhe é falado. Tem imaginação fértil, mistura fantasia com realidade. Sente muitos medos e precisa arrumar super-heróis para protegê-la das fantasias que as assustam. É capaz de cooperar e deseja a aprovação dos pais.

A questões ficam por conta de:

– Posso fazer xixi de pé, como meu irmão? (menina)

– Por que o pênis do Rafael é diferente do meu?

– O que é isto embaixo do meu pênis?

– Por que meu pênis ficou duro?

– As meninas têm pipi?

– Mamãe você tem pipi?

– Por que vocês fecham a porta do quarto ou o que vocês estavam fazendo na cama? Posso ver?

– Por onde os bebês saem?

– Como eu nasci?

– E para sair da barriga demora? Como eu comia lá dentro?

– Onde eu estava antes de entrar na sua barriga?

Aos 4 anos:

É a fase dos jogos infantis. As crianças gostam de fazer cócegas, tocar em seus órgãos genitais e no dos amigos, fazem brincadeiras de médico, papai e mamãe, de escolinha. Essas brincadeiras são saudáveis (desde que seja feita entre crianças), fazem parte do desenvolvimento normal delas e pode durar até os seis anos. Não há nada de conotação sexual nessas brincadeiras. Quem vê dessa forma são os pais. As crianças estão descobrindo o corpo e é normal mexerem em seus órgãos genitais.  É nessa fase também que estão interessadas em falar palavras ligadas ao corpo ou a sexualidade. Começam ainda a descobrir a amizade, a se dar bem com os amigos, embora briguem muito.  Também começam a estruturar seus valores morais e éticos.

Aos 5 anos:

A criança já tem um vocabulário variado, usa frases corretas e complexas, quer saber como funcionam as coisas e consegue verbalizar melhor as suas dúvidas. A mesma curiosidade que a leva a destruir os brinquedos para saber como são por dentro, a motiva a perguntar a origem das coisas. Fala de namorado/namorada, tem melhor relacionamento com outro sexo, começa a ceder, cooperar, quer ajudar. Tem amiguinhos imaginários e faz perguntas mais elaboradas:

– Por que o feijão faz a gente ficar forte?

– Por que chove?

– O que é trovão?

– Como nascem os bebês?

– Como os bebês entram na mamãe?

– O papai tem bebê dentro dele?

– O que é camisinha?  

Aos 6 anos:

Mesmo que a criança não tenha perguntado nada até essa idade, de alguma maneira ela sabe sobre o assunto. Se os pais iniciarem o processo de falar de sexo com os filhos a partir daí, precisam se tornar mais maleáveis. Não exija respostas certas da criança, nem corrija de forma drástica, religiosa ou moralista. Lembre-se: perguntas simples, respostas simples. O susto e o medo são dos pais e não de quem pergunta.

– Por que meu pipi é tão pequeno?

– Posso entrar no banheiro quando você está tomando banho?

– Como é que se beija?

Com amor, vontade e simplicidade é possível ajudar os filhos a terem mais tarde uma vida afetiva e sexual mais saudável. E se não houve uma conversa aberta sobre esse assunto antes, não se culpem, pois sempre é hora de recomeçar.

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