O que fazer quando a criança começa a ter curiosidade sobre o sexo?

O que fazer quando a criança começa a ter curiosidade sobre o sexo?

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:24

Falar de sexo sempre foi um tabu em nossa sociedade. E quem é pai ou mãe sabe que chega uma hora em que não adianta enrolar, a criança faz perguntas e quer respostas. Se tratar do assunto com um adolescente já é difícil, imagine com os pequeninos? Como responder perguntas do tipo: De onde vim?  Como nascem os bebês? Como saí de sua barriga? Por exemplo?

Além das perguntas, há comportamentos infantis que demonstram a sexualidade da criança e que são difíceis de serem trabalhados, tanto pelos pais, quanto pelos professores. “Brincadeiras de descoberta sexual, masturbação, atitudes que aparentam homossexualidade são alguns fatos comuns observados no cotidiano infantil e seguidamente mal compreendidos ou mal conduzidos pelos adultos que lidam com as crianças. Quem vê maldade nessas brincadeiras é o adulto. Para a criança é um momento de descoberta do corpo. Portanto, faz-se necessário um maior entendimento teórico sobre sexualidade infantil, para que haja menos inadequações no manejo destes comportamentos”, diz a psicóloga e psicopedagoga Marina Almeida, consultora de Educação Inclusiva do Instituto Inclusão Brasil.

Como responder aos questionamentos dos filhos?

De acordo com Marina Almeida, para responder as perguntas de ordem sexual dos pequenos, os pais precisam entender que “a criança que tem idade para perguntar, tem idade para ouvir a resposta”. Portanto, para saciar a curiosidade infantil, o adulto deve seguir os seguintes princípios: “Saber por que e de onde vem a pergunta; usar de honestidade para responder; restringir-se à pergunta feita, sem se estender; progredir com base no que a criança já conhece; fornecer explicações em linguagem simples e familiar; e sempre que possível corresponder ao momento em que a criança solicita e repetir, se necessário. O tom de voz, o olhar, a postura de quem responde devem ser valorizados para que não sejam artificiais nem repressores.”

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