Crianças de 5 anos poderão ter aulas sobre 'diversidade de gêneros', nos EUA

De acordo com as normas, a "idéia central" destes novos padrões é ensinar para as crianças sobre todos os tipos de "auto-identidade". O documento lista, sob a forma de uma tabela, diferentes conceitos que as crianças de cada faixa etária deve ser capazes de compreender.

Fonte: Guiame, com informações do Christian PostAtualizado: quinta-feira, 16 de junho de 2016 18:55
De acordo com as normas, a "idéia central" destes novos padrões é ensinar para as crianças sobre todos os tipos de "auto-identidade". (Foto: Reuters)
De acordo com as normas, a "idéia central" destes novos padrões é ensinar para as crianças sobre todos os tipos de "auto-identidade". (Foto: Reuters)

Um grupo conservador de defesa social nos Estados Unidos tem alertado que o sistema de ensino público de Washington planeja começar a ensinar aos alunos do ensino fundamental, os 'conceitos básicos de identidade e expressão de gênero'.

Citando um artigo publicado pelo 'Daily Caller', o Instituto de Política Familiar de Washington está alertando aos pais que sobre os cronogramas escolares do ano 2017-2018 das escolas do estado, para os alunos do jardim de infância. As crianças destas classes serão submetidas a um novo conjunto de padrões de aprendizagem, adotados pelo Gabinete Superintendente da Instrução Pública do Estado (OSPI), em março deste ano (2016).

De acordo com as normas, a "idéia central" destes novos padrões é ensinar para as crianças sobre todos os tipos de "auto-identidade". O documento lista, sob a forma de uma tabela, diferentes conceitos que as crianças de cada faixa etária deve ser capazes de compreender.

A tabela explica que os alunos do jardim de infância e primeiro grau devem "entender que existem muitas maneiras de se expressar com relação ao seu gênero". Na segunda série, os alunos devem "entender que há uma série de papéis e expressões de gêneros" além de "compreender importância de tratar os outros com respeito em relação à expressão de gênero de cada um". Na terceira série, os estudantes já estariam prontos para "explicar que os papéis de gêneros podem variar consideravelmente".

Na quarta série, os alunos devem "identificar como amigos e familiares podem influenciar ideias sobre os papéis, identidade e expressões de gênero", além de "definir a orientação sexual". Na quinta série, os alunos devem "identificar adultos de confiança para fazer perguntas sobre temas como identidade de gênero e orientação sexual". Na sétima série, os estudantes devem estar prontos para "distinguir entre sexo biológico, identidade de gênero, expressão de gênero e orientação sexual".

Embora ainda haja alguma incerteza quanto à forma como as novas normas serão aplicadas nas salas de aula do jardim de infância e o como os alunos serão ensinados sob os novos padrões, o diretor de comunicações do Instituto de Política Famíliar de Washington, Zach Freeman disse ao 'Christian Post', na última quarta-feira (15), que a implementação do padrão será em grande parte deixada para os professores e para as escolas, individualmente.

"Eles deixam a metodologia por conta do professor, mas exigem que as normas e os resultados sejam cumpridos no currículo", explicou Freeman. "Assim, embora eles afirmem que os exemplos poderiam ser tão inocentes como ensinar uma menina que ela poderia vestir roupas azuis, a natureza ambígua do resultado permite um ensino muito mais radical, que poderia facilmente minar os valores de família que os pais ensinam seus filhos".

Mais de 1.000 crianças foram tratadas pelo Serviço de Transtorno de Identidade de Gênero, prestado pelo Serviço Nacional de Saúde no Reino Unido, entre abril e dezembro do ano passado (2015).

Sem imposições?
Embora o diretor de comunicações do OSPI, Nathan Olsen tenha dito ao jornal 'Daily Caller' que o Estado não tem a intenção de impor ideologias aos estudantes, ele explicou que problemas com os alunos que rejeitam a ideia de "identidade de gênero" serão "tratados dentro dos distritos escolares".

"Atualmente, o Estado poderia ensinar para uma criança, 31 maneiras de expressar sua sexualidade e isso ainda caberia dentro dos limites das normas de aprendizagem Estado", salientou Freeman. "A infra-estrutura está em vigor para que eles ensinem as crianças de forma radical, seja qual for a ideologia que eles pretendem implantar. Tudo isso, antes que os estudantes concluam o ensino médio".

Em uma conversa por telefone, Olsen disse ao Instituto de Política Familiar de Washington que a agência não tem planos de emitir um comunicado de imprensa sobre as mudanças adotadas para a saúde e padrões de aprendizagem de educação física, nem pretende informar aos pais sobre as mudanças.

"Enquanto a lei de Washington permite aos pais, que eles optem por negar que seus filhos não tenham aulas de educação sexual nas escolas, o OSPI não notificou os pais a respeito das alterações às normas, o que significa que a maioria dos pais não saberão que estas aulas estão sendo programadas", explicou Freeman. "Os pais merecem saber os métodos e agendas que o governo tem adotado para a educação de seus filhos e os contribuintes merecem a mesma transparência".

"As crianças são impressionáveis. Elas podem absorver um monte de informações", Freeman continuou. "Se os progressistas podem dizer a uma criança de 5 anos de idade talvez seja realmente uma garota só porque ele gosta de colher flores em vez de jogar bola no recreio, eu acho que a maioria dos pais teria um problema com isso. Não cabe ao governo ensinar as crianças o que é ou não aceitável, quando se trata de questões complicadas, sensíveis e controversas, como gênero e sexualidade. Não é o seu trabalho. Pura e simplesmente".


Reação
O Instituto de Política Familiar lançou uma petição online pedindo que o OPSI modifique as normas de saúde e de educação física para "respeitar os desejos dos pais e contribuintes, removendo estes temas controversos dos padrões curriculares do ensino fundamental".

Mais de 3.700 pessoas já assinaram a petição desde que foi lançada na última quarta-feira (15). Uma vez que a petição acumular mais de 10.000 assinaturas, o Instituto de Política Familiar de Washington irá apresentar a petição aos membros do legislativo estadual.

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