Livre-se de seus traumas livrando-se de si mesmo

Livre-se de seus traumas livrando-se de si mesmo

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:09

 

O melhor remédio para se desfazer de seus problemas, é se desfazer de si mesmo
 
Jerusalém foi carimbada pelo próprio Deus como uma cidade sanguinária, um título que não causa inveja a ninguém. Uma cidade que derrama o sangue de seus próprios cidadãos é como um corpo que decepa seus próprios membros, um tipo de anomalia que o leva a construir anticorpos contra si mesmo. Assim é quem fabrica ídolos, lhes dando a forma que mais lhe agrada, e depois permite que eles exijam dos seus criadores que ofereçam seus próprios amigos, compatriotas e filhos como sacrifício de sangue.
 
Ídolos são construídos de matéria prima sem vida como cera, madeira, plástico, barro, tinta, pedra, etc. Alguns podem alcançar valores muito altos no mercado de artes e até render alguns trocados para muitos religiosos. Não têm valor espiritual em si mesmos, mas podem ser instrumentos nas mãos do diabo para introduzir costumes pagãos e cultos bizarros, cujo objetivo é induzir a rebeldia contra Deus.
 
A coisa toda funciona mais ou menos assim: Se Jeová me pede para fazer o que não quero, então construirei um deus mais permissivo e mais tolerante. Circula entre alguns setores eclesiásticos que pecado é tudo aquilo que me fizer mal ou diminuir as possibilidades de acesso ao que me dá prazer. Este tipo de pensamento me autoriza a decidir quando mentir é pecado e quando não é, as circunstâncias definem quando uma decisão foi acertada ou não. Se cada um for livre para estabelecer a sua própria ética comportamental, seremos todos deuses em conflito uns com os outros.
 
Sendo assim, sempre que a mentira me levar a conseguir algo que eu quero e gosto, então posso enganar, mas se me levar a um caminho prejudicial, como perda de prestígio ou me transformar em uma pessoa desprezada, então neste caso é pecado. O mesmo raciocínio vale para adultério, roubo, divórcio e tudo o mais.
 
Este processo mental nos leva não somente a transformar o mal em bem, como a transformar o bem em mal. Se falar a verdade doer é mal, mas se não doer, é um bem. Se a honestidade me impedir de auferir ganhos, é ruim. Se ajudar alguém me provocar perdas, melhor pisar nele. Esta liberdade moral vai longe e nos conduzirá para o abismo.
 
Jesus nos ensinou que tanto o sangue derramado quanto os sentimentos que o precedem me tornam culpável diante de Deus. O ódio, a inveja, a vingança e a mágoa são estão para o homicídio, assim como a lascívia e o desejo sexual estremo estão para o adultério (Confira Mt 5:20-30).
 
A contaminação do ídolo não está nele, vem de nós, os seus criadores. Quebrá-los e jogar os amuletos fora não adianta nada, pois é do coração que procedem as saídas da vida. Foi você quem contaminou o ídolo com seus desejos carnais. Você lhe concede vida, alimenta e lhe dá poder. Um ídolo não vale nada sem você.
 
Antes de se desfazer de seus ídolos, jogue você fora. Vá até a Cruz do Calvário, crucifique ali o seu velho homem e diga como Paulo: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2:20).
 
 
por Ubirajara Crespo
 
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