Corporativismo religioso

Corporativismo religioso

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:30

Depois de um longo período no Egito, Israel volta a Canaä. Sua relaçäo umbilical com esta terra exigia a retomada de posse. A terra era marcada por uma forma de governo composto por cidades/estado independentes umas das outras. Jericó, assim como as demais cidades, abrigava dentro de seus muros, uma nação, o seu próprio rei, as suas próprias leis e o seu próprio exército.Israel estava de volta para resgatar a terra que fora prometida ao patriarca Abraão e seus descendentes. Trazia consigo um regime governamental composto por 12 famílias guardiãs da promessa feita a Abraão e dos princípios transmitidos a Moisés. Professava uma religião monoteista em um sistema social unificado.

Ao destruir cada uma das cidades/estado, Israel derrubava sistemas que se opunham ao Estado Teocrático/familiar que trazia em sua bagagem. Estes valores eram cultivados dentro do contexto familiar ligados entre si e não por estados independentes erguidos por detrás daqueles altos muros. Como descendentes de Abraão, constituiam uma mesma nação. Da mesma forma, os cristãos como descendentes de Cristo, constituem um só povo. Denominacionalismo não é raça, é status não definitivo e nada essencial. As cidades/estado parecem figuras dos sistemas religiosos contruídos dentro dos muros denominacionais. A igreja originalmente constituída em ambientes familiares, sofreu significativas deformações estruturais.

Ao invés de se reunir na casa de fulano, como vinha fazendo desde o inicio, ganhou enormes estruturas físicas, econômicas e políticas. Esta versão religiosa tipo cidade/estado precisou construir muros cada vez mais altos para se proteger das incursões expancionistas de estados denominacionais expancionistas. O isolamento denominacional, dificulta a formação da visão bíblica de um povo/familia incentivada pelas Escrituras.

Veja, por exemplo, que a responsabilidade de ensinar a criança o caminho em que deve andar foi terceirizada, passando para as mãos de profissionais religiosos. Pois tome muito cuidado com este tipo de gente, pois foi entre eles, e não no meio do povo, que foram criadas as mais destruidoras heresias. São eles os responsáveis pelo aquartelamento denominacionalista da fé. Conseguiram complicar o que era tão simples - O Evangelho.

E bem provável que um povo do qual nunca se ouviu falar, invada a nossa praia e destrua os muros religiosos que ainda resistem a formação do Corpo de Cristo, assim como ocorreu a Jericó. É possível que somente depois desta devastação e aniquilamento das composições religiosas modernas, poderemos ser apresentados a uma fé sem aditivos corporativistas. O Reino passará a ser do Senhor e do Seu Cristo. A visão de família da fé é essencial para a sob re vi vencia do Corpo e tudo o que se opõe a ela deve ser rejeitado.

Ubirajara Crespo é pastor, escritor, conferencista, editor e diretor da Editora Naós.

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