Quem busca realização através do sexo comete um dos piores erros da vida

Pessoas que aprenderam a enxergar o sexo como um objetivo em si mesmo possuem o potencial de transformar algo que deveria ser uma benção criada por Deus em maldição.

Fonte: Guiame, Marisa LoboAtualizado: quinta-feira, 19 de julho de 2018 12:39
Como forma de lidar com essas frustrações, o sexo se torna uma busca incessante de prazer carnal e momentâneo que nunca satisfaz. (Foto: Getty)
Como forma de lidar com essas frustrações, o sexo se torna uma busca incessante de prazer carnal e momentâneo que nunca satisfaz. (Foto: Getty)

O ser humano busca de várias formas preencher o seu vazio existencial, criando meios que visam tentar suprir o que nós, cristãos, entendemos como sendo a ruptura do relacionamento original com Deus, descrito no livro bíblico de gênesis. O sexo, apesar de absolutamente natural e necessário para a vida humana, se tornou um desses meios, que por não ser compreendido plenamente, se transformou em um objeto de dependência para muitas pessoas.

Uma reflexão do pastor americano John Piper, intitulada “Sou menos humano se estiver sexualmente insatisfeito?”, publicada no ‘Desiring God’, onde o mesmo fala da importância que a sociedade atual está dando ao sexo e às questões de gênero, demonstra como nós temos elevado o ato sexual ao patamar mais alto de nossas vidas, fazendo dele uma busca incessante de autorrealização.

A reflexão de Piper vem de um contexto bem interessante, porque ele citou outro pensamento, do apologista e escritor Sam Allberry, dizendo o seguinte:

“A pessoa mais plenamente humana e completa que já viveu foi Jesus Cristo. Ele nunca se casou. Ele nunca esteve em um relacionamento romântico e nunca fez sexo. Se dissermos que essas coisas são intrínsecas à realização humana, estamos chamando nosso Salvador de subumano”.

Com base nisso, Piper também conclui que “Jesus é a pessoa mais plenamente humana e completa que já viveu e, no entanto, ele era celibatário. No momento em que dizemos que você tem que ser sexualmente preenchido ou romanticamente realizado ou casado para ser um ser humano completo, estamos dizendo que Jesus não era um ser humano completo”.

Como cristã, psicóloga, pesquisadora de gênero e sexualidade, concordo totalmente com essa afirmação. Já precisei lidar com inúmeros casos onde pessoas que alegavam infelicidade na vida sexual, na verdade, estavam com problemas em outras áreas da vida. São problemas geralmente associados à família e ao sentido da vida em geral. Como forma de lidar com essas frustrações, o sexo se torna uma busca incessante de prazer carnal e momentâneo que nunca satisfaz. Nunca é o bastante, exatamente porque o problema vai muito além da sexualidade.

Pessoas que aprenderam a enxergar o sexo como um objetivo em si mesmo, mas não apenas como uma parte da vida, possuem o potencial de transformar algo que deveria ser uma benção criada por Deus em maldição. O excesso de vaidade, preocupação com a autoimagem e outros aspectos ligados à beleza e aparência física são características comuns dessas pessoas.

Para Piper esse é um novo tipo de antropocentrismo, onde a sexualidade aos poucos está assumindo o lugar da fé e também razão. Estamos sendo egoístas e voltados para nós mesmos em nome do sexo, das paixões e do liberalismo moral em nome da exploração do próprio corpo e de outras pessoas.

Não é por acaso que estamos vendo movimentos que pretendem legalizar a pedofilia ganhando força no mundo. Eu mesma fui processada e condenada na justiça no começo desse ano, precisando fazer uma arrecadação online de pessoas que colaboram com a minha luta, para conseguir pagar à indenização a pessoa que me processou.

O motivo dessa condenação foi porque eu denunciei a aceitação social da pedofilia em um vídeo que apresentava um discurso onde essa pessoa argumenta que o pedófilo não é um abusador sexual, dizendo que o pedófilo é uma pessoa que 'ama crianças' e que 'se houver consentimento da criança para esse relacionamento, o ato não configura crime'.

Vocês têm noção do quanto é grave esse discurso de que “pedofilia não é crime”? Há anos venho alertando sobre isso, mas será que vamos ter que pagar para ver? Até quando a igreja cristã e todos os cidadãos de bem desse país vão fingir que não estamos vivendo uma era de erotização infantil em massa, um verdadeiro colapso cultural em nome do sexo?

Se esse é o rumo que muitos querem dar para suas vidas, será muito difícil conseguir impedir. Mas eu tenho a certeza, como a do pastor Piper, que precisamos olhar mais para Cristo e entender que a prioridade das nossas vidas é ter um relacionamento genuíno com Deus. Que “todas as outras coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33) e que o lugar do sexo não é onde deve estar o nosso coração, mas sim no Altar do Senhor.

Se você concorda comigo, seu dever é assumir a responsabilidade de também entrar nessa guerra cultural de narrativas para anunciar a Verdade maior do que todas elas, custe o que custar, ajudando na divulgação de mensagens como essa, compartilhando com outras pessoas que precisam encontrar em Deus, não nas ideologias sexuais, o verdadeiro sentido da vida.

 

Por Marisa Lobo - Psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora de livros, como "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

*O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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