Controle sua vida

Controle sua vida

Fonte: Atualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:17

Resisti ao diabo e ele fugirá de vós Tg 4:7

A psicóloga Marisa Lobo chama atenção para algo tão grave quanto cenas de sexo veladas e/ou abuso sexual consensual ou suspeita de abuso de incapaz na casa do (BBB)

A questão é muito mais séria. Estamos vivendo uma hipocrisia moral muito grande que tem afetado as nossas Igrejas e afetado nosso relacionamento com Deus. Temos que tomar cuidado para não sermos hipócritas a ponto de “criticar e correr dar uma espiadela”. Que tipo de moral podemos exigir de nossos membros, de nossos filhos se somos em outras situações hipócritas, faz o que eu mando, não faça o que faço.

Creio que devemos fazer campanhas a favor da vida família e mostrar que nosso povo é temente a Deus e não se curva a esse relativismo moral, a essa exposição da nossa sexualidade. Porém, devemos trabalhar essas questões dentro de nós, dentro de nossas igrejas, e depois projetarmos em um programa de tv, que teve nestes dias, por mais que líderes e familiares pedissem ao contrário das expectativas, a maior de sua audiência.

Você pode dizer “não são os crentes que estão assistindo”, eu digo que os crentes também assistem; hoje fui à rádio sara Brasil- dar uma entrevista sobre o assunto e pessoas telefonaram se posicionando contra a retirada do BBB do ar. O meio cristão está dividido, porque na verdade o povo gosta de fofoca, gosta de saber da vida do outro, gosta de ver desgraça e gosta de ver o que as pessoas no mundo fazem enquanto eles estão na igreja , já que agora não podem e ou não devem estar lá, queremos nos iludir dizendo que o controle está fora quando sabemos que deveria estar dentro de nós.

Essa curiosidade e necessidade de se falar no assunto, esse investimento do nosso tempo, está mexendo com a cabeça das pessoas a ponto de se tornar quase que uma compulsão, uma necessidade velada de ver o que não se deve. Um controle quase que descontrolado de prazer quando se liga a televisão, para espionar a vida alheia.

O vício pelos reality shows está virando uma compulsão nacional, não pelo programa em si, mas pela possibilidade de se ver algo que na verdade nos excita, mexe com nossa libido, como nosso caráter e até mesmo com a verdade do que externamos socialmente. O princípio que está envolvido neste processo é o vicio por pornografia e ou por querer controlar a vida do outro.

É um tema a ser abordado, devemos aproveitar esse episódio para educar nossos filhos, para falarmos do perigo da influência da mídia, para discutirmos sobre valores e temas como: sexualidade, bebida alcoólica, drogas, pornografia, inveja, valores que estão se perdendo com o passar do tempo, porque não tem sido reforçado em nossas comunidades, pelo exemplo que tem sido inadequado até mesmo de nossas lideranças de forma direta ou indireta. O que vemos muitas vezes na mídia é pior do que cenas de sexo em baixo no edredom consensual, vivemos um estupro diário de nossas crenças e nossos valores.

O que tenho observado é que enfim achamos o vilão para todo nosso comportamento inadequado, e é fácil só tirar do ar e, pronto, nossos problemas acabarão, e sabemos não ser verdade, pois esse desejo pode estar sendo estimulado por estes programas sim é verdade, mas se não existissem não estariam, ou seja eles estão dentro de nós e estamos de certa forma usando os BBBs da vida, para externá-los e depois culpá-los.

Se a sociedade organizada mostrar sua insatisfação e seu poder tirando o programa do ar será bom, claro, mostraremos força, mas não resolverá o problema, pois o maior está dentro de nós, Os problemas apenas mudarão de emissora, de lugar e podem até renascer das cinzas e voltarem piores ainda .

O que quero dizer é que sou contra este programa como está, porém deveríamos trabalhar no sentido de moralizar toda a programação, através de leis que estabelecessem regras e horários mais adequados, proibindo certas cenas, exposição demasiada do ser humano como animais claramente oferecidos como produtos de consumo, maior controle sobre o usos e abuso de álcool, claramente incentivado ao telespectador, principalmente menores, e a associação perigosa da bebida alcoólica com sexo. Hoje temos força política e social para mexer de forma geral com a censura, horários, idade, não focando em um programa apenas, mas de maneira inteligente ir além deles, muitos programas, novelas exibem cenas impróprias em horários onde crianças estão na sala. Esse caso do BBB pode nos ajudar a pelo menos conseguir que programas como esse só possam ser exibidos na madrugada onde pelo menos crianças e adolescentes não estarão assistindo TV. Já seria uma vitória.

Sabemos que sofremos influência e somos sugestionados pela mídia, esse é um processo que funciona quase que a nível inconsciente, esses conceitos impostos entram em nossas mentes e de tanto apreciarmos tais cenas acabam se tornando normais aceitáveis, mudando assim todos nossos valores e princípios além de contribuir para fortalecer certos vícios e desvio de caráter já existentes . Tudo o que entra em nossas mentes pela via dos sentidos mexe com atividades mentais de forma positiva e ou negativa. Nossa sociedade merece algo melhor para ver na tv .

Temos que ter o controle sobre nossas vidas, mas sabemos como pode ser difícil para muitos, e como os programas com esse apelo sexual pode mexer com nosso interior e nos influenciar negativamente. Hoje é BBB, amanhã é A Fazenda e temos até reality show gospel. O problema não são apenas os programas, o conteúdo, o horário, e principalmente o nosso relacionamento com estes chamados programas de entretenimento

O que não estamos aprendendo em nossa casa e tão pouco em nossa igreja que nos faz ter a necessidade de perdermos tanto tempo trocando momentos precisos de nossas vidas em compulsão por programas com conteúdos apelativos.
Porque não estamos conseguindo resistir a eles? Qual necessidade interior que não está sendo preenchida?

Fonte: GUIAME.COM.BR
Por Marisa Lobo

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