Aceitar homens em esportes femininos é praticar a violência que as feministas condenam

As mulheres estão sendo oprimidas pelo movimento transgênero e isso sim é uma violência simbólica.

Fonte: Guiame, Marisa LoboAtualizado: terça-feira, 3 de agosto de 2021 22:09
Laurel Hubbard, a primeira atleta trans a competir nas Olimpíadas. (Foto: Luca Bruno/AP)
Laurel Hubbard, a primeira atleta trans a competir nas Olimpíadas. (Foto: Luca Bruno/AP)

É incompreensível ver o mundo do esporte ceder às chantagens da militância LGBTQIA+ e do movimento feminista, que declaradamente não representa mais as mulheres no mundo e não enxerga a discrepância entre o corpo masculino e feminino. As mulheres estão perdendo espaço, perdendo lugar no mundo, sendo oprimidas psicologicamente e ideologicamente.

Isso é uma violência simbólica.

Aceitar um homem que se identifica como mulher, competindo com mulheres em uma Olimpíada, é uma imposição social violenta. Essa é a tal violência simbólica — um conceito social descrito pelo sociólogo francês Pierre Bourdieu. Ele a descreve como uma "forma de violência" que as feministas usam para defender a chamada opressão masculina sobre as mulheres. 

Bourdieu explica que é uma violência exercida pelo corpo sem coação física, causando danos morais e psicológicos. Não é isso o que tem sido causado nas mulheres que competem de forma injusta, já que não existe igualdade, pois há um corpo ali, muito superior, por militância ideológica?

“A violência simbólica é uma forma de coação que se apoia no reconhecimento de uma imposição determinada, seja esta econômica, social, cultural, institucional ou simbólica”. Não é exatamente o que tem acontecido com todas nós, mulheres biológicas? Estamos sendo oprimidas pelos movimentos que se dizem "minorias".

"A violência simbólica se funda na fabricação contínua de crenças no processo de socialização, que induzem o indivíduo a se posicionar no espaço social seguindo critérios e padrões do discurso dominante". E o que tem dominado o mundo feminino? Se não o movimento trans, que tem nos roubado, em todos os sentidos, principalmente esse: SIMBOLISMO.

“Devido a esse conhecimento do discurso dominante, a violência simbólica é a manifestação desse conhecimento através do reconhecimento da legitimidade desse discurso dominante”. Para Bourdieu, a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico.

Segundo as feministas e os movimentos feministas, a violência contra a mulher não pode se  restringir apenas à dimensão física. Não se pode ignorar a possibilidade de as crenças dominantes imporem valores, hábitos e comportamentos sem recorrer necessariamente à agressão física, criando situações nas quais as mulheres, que sofrem a violência simbólica, sintam-se inferiorizadas. 

Pois é exatamente isso que está acontecendo: elas cobram da sociedade e praticam a violência moral, social e simbólica, QUE TANTO DIZEM CONDENAR. Mas é lógico que vão rechaçar minhas críticas e não aceitarão a verdade. 

Graças ao "feminismo de gênero", as mulheres, que não são apenas um gênero, estão sendo violentamente visadas psicologicamente, moralmente, e simbolicamente, para contentar uma minoria opressora.

Por Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros "Por que as pessoas Mentem?", "A Ideologia de Gênero na Educação" e "Famílias em Perigo".

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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