Sai de cena

João era cabra-macho, mas aceitou sair de cena diante da chegada daquele outro cabra-macho que anunciara: Jesus.

Fonte: Guiame, Genilson SoaresAtualizado: sexta-feira, 16 de março de 2018 15:04
Saindo de cena. (Foto: Facebook)
Saindo de cena. (Foto: Facebook)

João era cabra-macho. Não por conta do que comia nem por conta do que vestia. Mas porque não tinha papas na língua na hora de anunciar o Reino de Deus. Dizia o que tinha de ser dito, até para os que se diziam filhos de Abraão. Chamou-os de raça de cobra na maior cara dura.

Com esse jeitão "doido", João atraiu um monte de gente de todo canto. Para essa gente, João dizia: "Você me acham cabra-macho? Sabem de nada. Digo a todos que está vindo alguém mais cabra-macho ainda". Todo mundo olhou entre si para saber se alguém sabia quem era.

João não disse na hora o nome desse cabra-macho, mas deixou uma dica: "Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderosos do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo".

Quando Jesus chegou, João sem perda tempo disse: "Esse é o cabra-macho do qual falei para vocês". Logo, muita gente, que antes seguia a João, passou a seguir a Jesus. João ficou triste por perder gente? De modo nenhum! A reação dele foi outra: "Importa que ele cresça e eu diminua".

Tem que ser muito cabra-macho para reagir assim, sabia? João foi cabra-macho quando entrou em cena, porque o papel que lhe cabia viver no filme do Reino de Deus era muito louco. Mas penso que João foi mais cabra-macho ainda quando saiu de cena para outro cabra-macho entrar em cena.

Você sabe de muito cabra-macho que não larga a cena por nada, nem para Jesus entrar em cena. Não larga a cena, porque largá-la implica ver diminuir o seu poder, a sua plateia, o seu ibope, a sua pompa, o seu lugar, a sua imagem, a sua honra, o seu brilho, a sua mídia. E aí entra numa queda de braço sem fim.

Está aí uma queda de braço que não vale a pena, pois ninguém pode com o braço de quem está do outro lado da mesa, o braço daquele "que está acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro".

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

 

 

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