Não creio no segundo casamento de uma pessoa divorciada!

Há líderes que insistem em buscar respaldo em Mateus 19:9 para o segundo casamento de pessoa divorciada. Por meio de uma tradução falsa que dispõe em mãos, afirmam que a suposta cláusula de exceção existente recai para o termo adultério (“não sendo por causa de adultério”); o que, além de não ser verdade, não faz sentido algum

Fonte: guiame.com.brAtualizado: sábado, 31 de maio de 2014 09:01
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casamentoNão creio no segundo casamento de pessoa divorciada! Não creio que seja de DEUS por uma questão óbvia: porque as Sagradas Escrituras não dão nenhum respaldo para esse tipo de união, a qual é chamada de ilícita.

Não creio em toda pessoa que diz “Senhor! Senhor!”. Não creio nos templos erguidos por homens nem creio nas religiões! Creio apenas em DEUS, em JESUS CRISTO e na Sua Santa e Inerrante Palavra. Creio também na existência de uma só igreja (pessoas), que, através da própria negação, busca a santificação e a como agradar a DEUS.

Vejo que as pessoas ao meu redor vivem envolvidas por um véu maldito de religiosidade.

Hoje virou moda dizer-se crente em CRISTO, filho de DEUS; assim como muito comum se tornou o casamento de pessoas divorciadas. Só acredito no primeiro e único casamento de ambos, embora muitos venham a me achar radical, arcaico e ortodoxo por causa dessa minha fé. Mas o Espírito Santo me pede para permanecer firme naquilo que ELE me ensinou.

Biblicamente, se uma mulher ou homem ficar viúvo (a), este (a) claro que, se quiser, poderá casar-se novamente com uma nova pessoa, desde que essa seja igualmente viúva ou nunca tenha se casado com ninguém anteriormente. Esta é uma concessão bíblica neotestamentária presente em Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39. Por que as pessoas tendem a ignorar textos tão claros?

"Porque a mulher que está sujeita ao marido, ENQUANTO ELE VIVER, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, SERÁ CHAMADA ADÚLTERA se for de outro marido; mas, MORTO O MARIDO, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido" (Romanos 7:2-3);

“A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, SE FALECER O SEU MARIDO fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no SENHOR" (1 Coríntios 7:39).

Só encontro uma resposta para a pergunta que fiz acima: falta de temor; desejo de pecar, de satisfazer a própria carne; falta de vontade de se submeter à Palavra de DEUS.

Há líderes que insistem em buscar respaldo em Mateus 19:9 para o segundo casamento de pessoa divorciada. Por meio de uma tradução falsa que dispõe em mãos, afirmam que a suposta cláusula de exceção existente recai para o termo adultério (“não sendo por causa de adultério”); o que, além de não ser verdade, não faz sentido algum.

Vamos explicar primeiramente a inverdade. A palavra grega presente no versículo é PORNÉIA, que nessa passagem específica significa FORNICAÇÃO. A existência de uma palavra grega própria para ADULTÉRIO (MOICHÉIA) nos faz anular qualquer possibilidade de substituição de uma por outra.

Agora explicaremos a falta de sentido. A conclusão dos seguidores de CRISTO, logo depois de terem ouvido do SENHOR a doutrina de DEUS para o casamento (“Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar” – Mateus 19:10), nos faz refletir que, se o adultério fosse causa para um novo casamento, a conclusão dura dos apóstolos seria totalmente desnecessária, visto que a traição não seria algo tão difícil nem impossível de ocorrer. Ou seja, “se o adultério de uma das partes desfará o casamento, então, por que não casar?”. Além do que teríamos que anular também o que está registrado em Lucas 16:18.

Mas o Caminho é bem mais estreito do que esse aqui apresentado. Se alguém ficar viúvo e desejar viver plenamente a vontade de DEUS, será muito pouco provável que ele decidirá por um novo casamento. Os solteiros, assim como os viúvos, foram chamados para uma mesma missão: viverem para o louvor do Nome do SENHOR. Entendam bem o conselho do apóstolo Paulo: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu” (1 Coríntios 7:8). Alguém pode perguntar: Como assim? De que maneira é esta? Como era o estado civil de Paulo? Ele era solteiro. Nunca havia antes se casado com ninguém, nem mesmo quando ainda se chamava Saulo.

Observem que o conselho do apóstolo contrasta com o cego incentivo de muitos líderes religiosos em cima de muitas pessoas nos templos de que elas devam se casar e constituírem família. Se ao menos, de forma dura, eles as ensinassem o que é o casamento e o valor deste, tal incentivo não seria tão cego assim. Mas, com o mesmo ânimo com que incentivam a se casarem, também incentivam ao divórcio e a um novo casamento, quando são traídas.

Voltando aos conselhos do apóstolo, no versículo seguinte, ele afirma: “Mas, se não podem se conter, casem-se. Porque é melhor casar do que viver em brasas” (1 Coríntios 7:9). Unindo esse texto com o versículo 2 do mesmo capítulo, encontraremos uma clara coerência: “Mas, por causa do fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido”. Ou seja, o casamento, depois do povoamento do mundo, foi criado apenas para livrar os solteiros e os viúvos de viverem envolvidos em uma relação sexual ilícita. Paulo conclamava os viúvos a permanecerem assim. Quem opta pela viuvez, melhor aventurado será: “Será, porém, mais bem-aventurada se ficar assim, segundo o meu parecer, e também eu cuido que tenho o Espírito Santo” (1 Coríntios 7:40).

Vejamos também a orientação que o apóstolo mandou para Timóteo, líder de uma igreja local, em relação ao tratamento com as viúvas:

“Nunca seja inscrita viúva com menos de sessenta anos, e só a que tenha sido mulher de um só marido; tendo testemunho de boas obras: se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra. Mas não admitas as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se; tendo já a sua condenação por haverem aniquilado a primeira fé. E, além disso, aprendem a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém” (1 Timóteo 5:9-13).

“Não admitas as viúvas novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se”. Essa verdade não se aplica, obviamente, a todas as mulheres novas que se tornam viúvas. Mas, é enormemente verdade que muitas das quais se tornam levianas contra Cristo ao decidirem a um novo casamento. Uma pessoa leviana tem leve ânimo, pouca capacidade de viver para CRISTO; é um ser muito propício ao mundanismo, ou que se atreve em dividir o mundo com as coisas do Reino de DEUS.

A análise do estado de viuvez é simples. Considerando que é DEUS quem dá a vida ao indivíduo e que somente ELE pode tirá-la, vamos entender a razão de uma pessoa ter se tornado viúva. Quando DEUS tira a vida de um cônjuge, licitamente casado aos Seus olhos, não significa que ELE tenha se arrependido de ter testemunhado aquela união. O fim de um casamento representa o fim de um ciclo social e espiritual. É como a morte física de alguém: um mistério. Uma pessoa que morre fica adormecida, a espera do dia da volta de CRISTO e da ressurreição. Uma pessoa enquanto casada deve cuidar do seu cônjuge e agradá-lo (1 Coríntios 7:34). Se essa pessoa perde o seu marido ou esposa para a morte, esta deve viver para o SENHOR e ser socorrida em orações e comunhão pela igreja. Na verdade, o SENHOR não tirou a vida do marido dela (ou da esposa dele) para que ele ou ela saísse à caça de um novo marido ou esposa; mas que vivesse o resto da vida servindo-O e adorando-O.

Mas, repito, se um viúvo ou uma viúva quiser contrair novas núpcias, há um respaldo bíblico para essa atitude; ou seja, a pessoa biblicamente pode fazê-lo. Porém, terá que ter o máximo de cuidado para a fé não se desvirtuar para caminhos errados. Essa seria a plena vontade de DEUS? Não! Apenas uma permissão que DEUS dá para o indivíduo que decide ir por esse caminho.

Com isso, vejamos como o PRIMEIRO CASAMENTO DE AMBOS é precioso para DEUS! Vejamos também como o caminho é estreito para quem decide casar-se e para quem, de uma hora para outra, perdeu o cônjuge para a morte.

Agora, vejamos o estado espiritual das pessoas de nossa geração, que estão a nossa volta. Comparemos o que DEUS orienta e como elas estão vivendo.

Alguém tem dúvida de que a geração perdida e adúltera, atribuída por JESUS aos fariseus e escribas, estende-se aos dias de hoje? O que vale muitas vezes “é o que o meu pastor ou líder diz” e não o que a Palavra de DEUS orienta. Vivemos na geração do “faço e busco qualquer coisa, pessoa ou argumento, para satisfazer o meu pecado”. Hoje, nem a única permissão de DEUS para um novo casamento, através da morte, sequer é respeitada. Não se espera o outro morrer, e logo está envolvido (a) sexualmente, em uma relação suja, com o corpo de outro.

Por isso, vou morrer afirmando que NÃO CREIO NO SEGUNDO CASAMENTO DE PESSOA DIVORCIADA, ainda que, repito, seja um apenas em meio a uma multidão que pensa e crê diferente de mim.

EM CRISTO,


FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.
www.casamentosrestaurados.com.br
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