Sábios ou loucos?

Sábios ou loucos?

Fonte: Atualizado: sábado, 29 de março de 2014 03:31

"Da maneira torta da humanidade, nada de reto jamais foi feito" - Immanuel Kant

Existe um grupo que sempre odiou os evangélicos. A razão mais forte desta aversão se explica pela prática do que a Bíblia diz. Cristãos têm prazer em obedecer a Deus e, para fazê-lo, a forma mais segura, é dar atenção ao texto sagrado. Certamente, no anseio de obedecer, equívocos, exageros e até absurdos, são cometidos. A história do cristianismo, com seus erros e acertos, está aí, nas bibliotecas e Internet, para quem quiser conferir.

Uma leitura desprovida de preferências mostrará muito mais acertos do que erros. Os grandes movimentos de libertação são inspirados no êxodo bíblico. Os grandes movimentos de abolição são inspirados na visão cristã que, tanto na Bíblia como na história, onde chegou, aboliu todo tipo de exploração e escravidão. Até hoje, brancos, amarelos e negros, em Cristo, são irmãos, comungam juntos, choram juntos, louvam juntos. Todas as sociedades cristãs viram seus progressos se acentuarem exatamente nas fases quando a prática dos valores bíblicos era sua rotina, e não somente frios discursos litúrgicos.

Mas existe um grupo que olha para os evangélicos como uma pedra no caminho. Uma pedra a ser removida, dinamitada. Este grupo domina as artes, a cultura, o ensino, a imprensa, a comunicação, a mídia. E nem assim estão satisfeitos, querem também dominar, ou pelo menos, limitar a pregação cristã. Esse grupo julga-se de vanguarda, culto, moderno, filosófico, esclarecido, enfim, sábio. Com todas as suas forças, proteções, predileções e influências militam incansavelmente por sua causa. Estou falando do movimento homossexual.

Numa pesquisa publicada na Veja de 10 de Março de 2004, sobre o homossexualismo entre meninas adolescentes, 60% dos pais, num universo do 2800 entrevistas, declararam sua reprovação se soubessem que suas filhas tinham tal tendência.

Atualmente, um estudo feito pela Fundação Perseu Abramo nas cinco regiões do Brasil, entrevistando 2014 adultos, mostrou que 58% dos brasileiros consideram a homossexualidade um pecado contra as leis de Deus e outros 29% a apontam como uma doença a ser tratada. Se você somar estes números, você terá 87% da população contrária ao homossexualismo, seja por qual motivo for.

Os líderes das comunidades LGBT alegam, entre seus argumentos, que os resultados só são esses por causa da discriminação da mídia, falta de leis para o que eles chamam de crime de homofobia e a resistência religiosa. Nada mais longe da verdade tal interpretação.

Discriminação da mídia. Deve ser piada! O que mais a mídia tem feito, seja ela eletrônica ou impressa, é fazer-nos engolir sua visão de ética, estética, arte, lazer, leis. Gays e lésbicas estão sempre presentes em novelas, filmes, humorísticos, telejornais, programas de variedades, canais abertos e fechados, revistas e jornais. Ainda que a maioria da população não queira, a mídia vem há décadas com sua estratégia de "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", tentando convencer-nos de que é tudo normal e ponto.

Falta de leis. No mínimo, este item é um abuso. Existe um princípio que jamais pode ser violado:  a liberdade de A termina onde começa a de B. O sujeito A quer ser gay, seja. O sujeito B quer seguir os ensinos de Cristo, siga. Se não deve existir homofobia, muito menos podem criar e impor a evangélicofobia. Agora, por decreto, quererem proibir a pregação bíblica, é um erro trágico. Pois ao se impedir tal pregação, não se estará impedindo a pregação daquele pastor, mas se estará tentando abafar a mensagem de Cristo impressa em seu livro, a Bíblia Sagrada, que traz o texto autoritativo e normativo para toda a fé cristã.

A resistência religiosa. Com toda a máquina que eles já conquistaram, mídia, imprensa e governos, ainda atiram contra os evangélicos. E só o fazem porque o lobby gay ainda não conseguiu tudo o que pretende conseguir. Os religiosos também fazem os seus lobbys? Evidente que sim. Mas certamente não é sua maior arma. Eles têm a arma da comunicação, os evangélicos têm a arma da intercessão. Para a mídia, evangélicos são notícia apenas nos escândalos sexuais, financeiros e quando desaba um teto. O que acho correto, o povo precisa saber de tudo o que acontence, mas gostaria de ver igual disposição em divulgar nos horários nobres, a toda hora e com a mesmo insistência, a diferença positiva que o evangelho de Cristo tem feito em milhares de famílias deste Brasil.

Assim, sistematicamente evangélicos vão sendo rotulados como fundamentalistas, obscuros e intolerantes, por grupos que "dizendo-se sábios, tornaram-se loucos", é o que afirma Romanos 1.22, no trecho do capítulo 1 de 18 a 32, quando Paulo denuncia uma série de pecados, entre os quais o homossexualismo. Se você ler o capítulo, leia o livro todo de Romanos, pois o apóstolo apresenta a mais profunda exposição sobre a graça de Deus, como remédio para todo ser humano, pois somente a graça de Deus para transformar a cada um de nós.

Independente da categoria de erro pelo qual o homem se envereda, Paulo afirma que este homem, embriagado e cegado pelo próprio erro, julga-se sábio, porém torna-se um louco. E pior, este homem que por suas filosofias e escolhas julga-se sábio, não cessa seu julgamento aí. Numa perversa inversão, julga a vontade de Deus como loucura. Mas o mesmo Paulo responde, "a loucura de Deus é mais sábia do que os homens, e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens", I Coríntios 1.25. Sendo que aqui, em Coríntios, o que Paulo chama de loucura é a pregação do evangelho para a salvação de todos os homens, judeus, gregos, brasileiros, excluídos, esquecidos, abandonados, pecadores, loucos.

Sábios ou loucos? Perante Cristo, quando O sigo, sou sábio. Perante o mundo, sou louco. Sendo assim, de forma muito lúcida, racional e equilibrada, com sabedoria escolho seguir a Cristo, loucura para o mundo, porém a mais sólida expressão da sabedoria de Deus!

Paz!

Edmilson Ferreira Mendes é teólogo. Atua profissionalmente há mais de 20 anos na área de Propaganda e Marketing. Voluntariamente, exerce o pastorado há mais de dez anos. Além de conferencista e preletor em vários eventos, também é escritor, autor de quatro livros: '"Adolescência Virtual", "Por que esta geração não acorda?", "Caminhos" e "Aliança".

Contatos com o pastor Edmilson Mendes:

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