Aquele amor que inspira

Ainda que não seja de sangue, ainda que seja de alguém distante, em maior ou menor grau, o amor de mãe nos abençoou, nos protegeu, nos cuidou, nos... amou.

Fonte: Guiame, Edmilson Ferreira MendesAtualizado: quinta-feira, 5 de maio de 2022 17:57
(Foto: Pixabay)
(Foto: Pixabay)

Somos rodeados por amores. No grego, contamos pelo menos quatro tipos, entre os mais famosos, mas tem mais alguns, é só procurar que você acha. Se pensarmos na quantidade e na divisão que se fez a fim de que pudéssemos entender cada tipo e motivação, fica difícil compreender o ambiente no qual vivemos, cada vez mais povoado por ódio e não por amor.

Quando penso nos muitos livros, nos muitos filmes, nos muitos poemas, enfim, quando penso no tanto que já se escreveu, dramatizou e se filmou para se falar de amor, me assusto. Pois se por um lado o conteúdo é farto e inesgotável sobre o tema, por outro lado parece que muito pouco ou nada é o que sabemos.

Mateus 24:12, em certo sentido, explica este paradoxo. Pois se existem muitos livros, filmes e poemas sobre o amor, o texto do evangelho indica que a multiplicação da iniquidade é maior, num volume muito acima do que possamos imaginar, portanto numa quantidade capaz de sufocar o amor na vida de muitos.

Comparo o amor ao ar que respiramos. A vida não seria possível sem ele. Sempre que leio a respeito dos sobreviventes dos campos de concentração, das muitas guerras, dos ataques terroristas, enfim, sempre que leio relatos e testemunhos sobre estas tragédias que mancham nossa história, percebo um padrão, a energia que manteve acesa a fé e a esperança foi um sentimento inexplicável chamado amor.

Todos nós temos e precisamos. Precisamos amar e ser amados. Assim, por mais que a destruição, a violência, a afronta e o descaso com a vida sejam uma constante e insistente realidade a nos cercar, ainda somos alvos de um tipo de amor que inspira. Ainda que não seja de sangue, ainda que seja de alguém distante, em maior ou menor grau, nem que por uma mísera vez na vida, mesmo que como inconscientes bebês, o amor de mãe nos abençoou, nos protegeu, nos cuidou, nos... amou.

Dias das mães taí. Elas são demais, são incríveis, são, como é o amor, inexplicáveis. Que Deus proteja, abençoe e fortaleça cada uma delas, pois pelos filhos tudo fazem, se sacrificam, se doam, enfrentam tudo e todos, são verdadeiros escudos protegendo cada filho contra as ameaças e ataques de um mundo cada vez mais cruel.

Tudo pode continuar indo de mal a pior, sempre o amor de mãe nos inspirará. É um amor que será a nossa porção de paz e de lucidez num mundo doente. Jesus recebeu este amor por parte de Maria e cuidou dela mesmo na cruz: “Mulher, eis aí teu filho...”. Que a gente saiba honrar quem Deus honra, amar quem Deus ama. Abrace, ore, chore, valorize, as mamães merecem. Feliz Dia das Mães!

Edmilson Ferreira Mendes é escritor, pastor, teólogo, observador da vida.

* O conteúdo do texto acima é uma colaboração voluntária, de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

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