Fotodepilação não dói e é tão definitiva quanto o laser

Fotodepilação não dói e é tão definitiva quanto o laser

Quem não gostaria de se livrar dos pelos de uma vez por todas e o melhor, sem dor? Seja com cera, lâmina, cremes depilatórios ou laser, até hoje a   depilação   parecia uma tortura para muitas mulheres. Mas isso mudou, pois chegou ao mercado uma   nova técnica   chamada de fotodepilação, que não dói e é eficaz. 

O sistema é simples, pois se trata de uma máquina que emite ondas de   luz   absorvidas pela melanina dos pelos e que transforma essa substância em calor. Esse   calor   danifica as células responsáveis pelo crescimento dos pelos e acaba irreversivelmente com eles. O   tratamento   dura em média oito sessões, mas o número pode variar de acordo com alguns fatores como a predisposição genética da pessoa, fatores hormonais, idade, sexo, cor da pele, além de depender também da fase em que o   pelo   se encontra. 

Lia Leardini, fisioterapeuta dermatofuncional que trabalha com o método, explica que antes do tratamento é feita uma avaliação rigorosa para saber se a pele da pessoa está apta a receber a   fotodepilação   e como essa pele irá reagir ao tratamento. Para isso, a pessoa responde a um questionário detalhado e, depois, na sala de tratamento, são feitos de dois a três disparos da luz pulsada na região a ser tratada e a pessoa aguarda de 24h a 48hs para iniciar as sessões. “Dessa forma diminuímos o risco ao tratamento e garantimos um   resultado mais eficaz   a cada cliente”, esclarece.

As sessões só podem ser realizadas a cada 30 dias, e esse intervalo aumenta de acordo com o tratamento, uma vez que o pelo demora mais para crescer e vai ficando cada vez mais fino. Com isso, as   sessões   podem passar entre 40 e 45 dias de intervalo. “É importante ressaltar que o pelo não vai cair na sessão, mas ficar com aparência de queimado, chamuscado, e tende a cair naturalmente de uma a três semanas após a sessão”, esclarece Lia Leardini. Durante o tratamento, não se deve usar nenhum outro método de depilação a não ser a lâmina, se necessário, ou máquina de aparar pelos. 

É importante ressaltar que a fotodepilação, assim como a depilação a laser, não é um método definitivo, mas de longo prazo (em média dois anos). Até porque não existe nenhum método que elimine o pelo de forma definitiva, porque ele é uma defesa do organismo e, uma vez eliminado, o próprio organismo trabalhará para sua produção.

Fotodepilação x laser

A principal diferença da fotodepilação para a   depilação a laser   é que a primeira é totalmente indolor. De acordo com Fátima Pazos, fisioterapeuta dermatofuncional os aparelhos que fazem a fotodepilação possuem uma ponteira que   resfria   a pele na hora do disparo da luz, por isso o   método   se torna indolor em relação ao   laser . “Quando a pessoa tem pelos mais finos e claros a fotodepilação é ainda mais eficaz do que a laser”, esclarece a fisioterapeuta.

Outro aspecto positivo da fotodepilação é o seu custo   benefício reduzido . A depilação a laser só pode ser feita por médicos e a   máquina   é utilizada apenas para esse procedimento, o que encarece o valor do tratamento, já a fotodepilação pode ser realizada por técnicos em estética e a mesma máquina é capaz de realizar outros   procedimentos   como   fotorejuvenescimento , terapia de manchas, acne entre outros. Isso viabiliza o   tratamento   dentro dos centros e clínicas de estética.

Para fazer o procedimento as pessoas devem ficar 15 dias antes e 15 depois da sessão sem se expor ao sol, usar protetor solar fator 30, hidratar bem a pele antes da sessão e os   pelos   devem estar com 1 a 3 mm de comprimento.

Após a sessão não se deve praticar atividades físicas porque a temperatura do corpo sofre um aumento com o calor do procedimento e fazer exercícios aumentaria ainda mais essa   temperatura . Deve-se ainda evitar a ingestão de alimentos com muito sal e produtos que possam agredir a pele. 

Vale lembrar que há algumas restrições à fotodepilação como a qualquer outro   procedimento estético . Uma delas é para pessoas de pele   negra   por causa da   alta concentração   de melanina. Para as grávidas, lactantes, pessoas com diabetes ou outras doenças o tratamento também é restrito.

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