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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012 as 10:43

Funcionário é flagrado desviando material da empresa.

Investigação profissional tende a aumentar entre agências de investigação.

Fonte: Folha

Funcionários em litígio trabalhista, suspeitos de roubar dados ou bens e profissionais sondados para ingressar em uma nova companhia são potenciais investigados por detetives particulares contratados por empregadores.
Segundo empresas de detetive ouvidas pela Folha, esse é um mercado menos importante que o das investigações conjugais, mas tem crescido.
O dono da agência Líder, Fabrício Dias, 32, diz atender, em média, a quatro companhias em busca de informações sobre empregados por mês.
Uma delas é um restaurante. O proprietário, A.G., 38, afirma ter percebido que a quantidade de peixe consumida no estabelecimento não batia com as vendas. As suspeitas se acentuaram quando um dos trabalhadores fez uma denúncia.
"Colocamos uma câmera escondida dentro do estoque, e um funcionário estava desviando o material", conta.
Além disso, os investigadores seguiram o empregado a Sorocaba (a 102 km de São Paulo), onde o peixe era vendido a um mercado.
A solução encontrada pelo dono do restaurante foi fazer um acordo para que o funcionário pedisse demissão.
O serviço saiu por R$ 12 mil, mais do que o comerciante gastaria se demitisse o empregado -cerca de R$ 5.000.


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